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Neve com brilho azul no Ártico intriga, mas cientistas explicam fenômeno

Cientista passeava na costa do Mar Branco quando viu a neve brilhar - Reprodução/Facebook/Alexander Semenov
Cientista passeava na costa do Mar Branco quando viu a neve brilhar Imagem: Reprodução/Facebook/Alexander Semenov

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/01/2022 10h22

Um grupo de cientistas da Academia Russa de Ciências em Moscou, na Rússia, desvendou recentemente o mistério da criatura que está deixando parte da neve do Oceano Ártico "brilhante".

Tudo começou quando a bióloga Vera Emelianenko e Mikhail Neretin, filho do biólogo molecular da instituição, estavam caminhando na costa do Mar Branco. Durante o passeio, a dupla observou que parte da neve parecia brilhar, mais ou menos como um vaga-lume.

Eles chamaram o fotógrafo da estação, Aleksandr Semenov, que tratou de registrar o fenômeno e, em seguida, publicar no Facebook. "Nós ficamos pisando juntos no chão por umas duas horas para fazer as manchas brilharem mais", disse ele à Agência Gazetta Russa.

Vera e os dois rapazes observaram também que o brilho das bolas de neve aumentava quando força física era exercida sobre elas. Intrigados, levaram um punhado de neve para o laboratório.

De acordo com o grupo, o brilho é causado por um crustáceo chamado copépodes, que consegue brilhar graças a uma reação química que produz o substrato emissor de luz.

Segundo a IFLScience, esses copépodes usam a habilidade para espantar predadores. No entanto, nem sempre a estratégia de defesa funciona, podendo fazer com que organismos maiores ao seu redor também brilhem.

O próximo passo é publicar um estudo sobre o caso, já que normalmente essas criaturas habitam as profundezas marítimas, e não as costas.

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