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Agressividade da Rússia 'terá preço alto', diz ministra alemã sobre Ucrânia

17.jan.2022 - A ministra alemã Annalena Baerbock encontra o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em Kiev - Ukrainian Foreign Affairs press-service/AFP
17.jan.2022 - A ministra alemã Annalena Baerbock encontra o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em Kiev Imagem: Ukrainian Foreign Affairs press-service/AFP

Do UOL, em Brasília*

17/01/2022 15h14

Em meio a tensões crescentes entre a Rússia e a Ucrânia, a nova ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, visitou Kiev, capital ucraniana, em uma tentativa de mediar a situação.

A ministra disse estar aberta a um diálogo com a Rússia sobre segurança, mas deixou claro que a Alemanha não recuaria em temas como "a inviolabilidade territorial, a livre escolha de alianças e a renúncia à ameaça de violência", segundo o The Guardian.

Baerbock, grande defensora dos direitos humanos, também afirmou que a nação liderada por Vladimir Putin sofrerá consequências caso continue fazendo ameaças. "Cada novo ato agressivo terá um preço alto para a Rússia, economicamente, estrategicamente e politicamente", disse em coletiva de imprensa com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

É explorada a possibilidade de um retorno da negociação multilateral entre a Alemanha, França, Rússia e Ucrânia. Enquanto isso, os Estados Unidos consideram se juntar aos esforços diplomáticos.

A alavanca mais eficaz que temos para apoiar a Ucrânia é o compromisso unânime da União Europeia, do G7 (Grupo dos Sete) e da Nato (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que qualquer nova agressão teria um preço elevado para o regime russo [...] A soberania da Ucrânia pode e nunca será objeto de negociações".
Annalena Baerbock

A representante alemã disse que o governo de seu país não fornecerá armas à Ucrânia pela "responsabilidade histórica" de recusar exportação bélica para zonas de conflito, mas disse que Berlim está disposta a fornecer conhecimentos técnicos para ajudar a Ucrânia a se defender do ataque cibernético.

Tensões aumentaram na última semana

Ontem, a Ucrânia disse que "todas as provas indicam que a Rússia está por trás do ciberataque" contra sites do governo, segundo o Departamento ucraniano de Transformação Digital.

Essa sabotagem "é a manifestação da guerra híbrida que a Rússia mantém na Ucrânia desde 2014", afirmou o órgão oficial, referindo-se ao ano da anexação, por parte do Kremlin, da península da Crimeia, e que provocou o conflito na região leste entre as forças de Kiev e os separatistas pró-russos, apoiados por Moscou.

Na semana passada, reuniões diplomáticas falharam e resultaram na presença de tropas russas pressionando a fronteira ucraniana, porém sem indicações de que a nação de Putin realmente cruzaria o limite.

Outros países

Na sexta-feira, o ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, afirmou que uma invasão da Rússia à Ucrânia teria "consequências". Dias antes, Wallace disse que os britânicos "enfrentariam os valentões", sem se importar com a distância do conflito.

Além disso, os Estados Unidos demonstraram preocupação de uma possível invasão Rússia em terras ucranianas. As reuniões da semana não só ficaram sem resolução, como também não foram marcados novos encontros diplomáticos para dissolver o conflito.

"Estamos em contato com os ucranianos e oferecemos nosso apoio enquanto a Ucrânia investiga o impacto e a natureza e se recupera dos incidentes", disse um porta-voz da Casa Branca.

*Com informações da AFP

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