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Guerra da Rússia-Ucrânia

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EUA dizem que 6 mil soldados da Rússia morreram na guerra contra Ucrânia

Soldados de tropas pró-Rússia preparam equipamentos em Mykolaivka, na região separatista de Donetsk - Alexander Ermochenko/Reuters
Soldados de tropas pró-Rússia preparam equipamentos em Mykolaivka, na região separatista de Donetsk Imagem: Alexander Ermochenko/Reuters

Colaboração para o UOL

10/03/2022 08h20Atualizada em 10/03/2022 08h21

Cerca de 6 mil soldados da Rússia já morreram desde o início da guerra contra a Ucrânia, afirma um oficial dos Estados Unidos. Porém, essa autoridade pondera que é difícil estimar número de mortes numa guerra em andamento.

Ontem, o chefe da Agência de Inteligência de Defesa, tenente-general Scott Berrier, havia dito que a comunidade de inteligência avalia que 2 mil a 4 mil soldados russos foram mortos na Ucrânia.

Berrier também frisou que há "baixa confiança" na avaliação.

Mapa Rússia invade a Ucrânia - 26.02.2022 - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Guerra completa um semana com números incertos

A invasão da Ucrânia pela Rússia completou ontem duas semanas. Em 24 de fevereiro, moradores de diferentes cidades acordaram com o estrondo das bombas e viram suas rotinas mudar subitamente. Com o passar do tempo, o conflito foi se intensificando com os ataques aéreos e o avanço das tropas chefiadas pelo presidente russo Vladimir Putin pelo norte, leste, sul e sudeste do país.

Em meio à escalada da violência, surge também a guerra de informações, com números difíceis de serem checados. Segundo a Ucrânia, mais de 12 mil militares russos foram mortos na invasão. A Rússia, por sua vez, diz ter perdido cerca de 500 soldados, conforme anúncio feito em 2 de março —não houve outro até agora, segundo as agências de notícias.

O número de refugiados foi crescendo dia após dia. Ontem, alcançou a marca de 2,2 milhões de pessoas, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). O país conta com uma população estimada em 44 milhões de pessoas, ou seja, um em cada 20 ucranianos já deixou o país.

O principal destino tem sido a Polônia, que já recebeu 1,2 milhão de pessoas, além de Hungria e outros países da região. Mais de 90 mil pessoas também cruzaram a fronteira para a Rússia.

EUA rejeitam envio de caças à Ucrânia

O porta-voz do Pentágono dos EUA, John Kirby, disse ontem que os EUA atualmente não apoiam a transferência de aeronaves de combate adicionais para a Ucrânia.

Em vez disso, os EUA veem a necessidade de outras armas serem enviadas para ajudar a Ucrânia neste momento, acrescentou o porta-voz, observando que a Ucrânia atualmente possui vários esquadrões de aeronaves totalmente capazes de missão e, portanto, o ganho seria baixo, mas poderia levar a uma escalada de tensões com a Rússia.

A transferência da aeronave MIG-29 para a Ucrânia foi avaliada como de "alto risco", observou o porta-voz, que afirmou que o secretário de Defesa dos EUA viajará em breve a Bruxelas para uma reunião dos ministros da Defesa da Otan.