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Sobrevivente de 91 anos do Holocausto morre de frio em cerco a Mariupol

21.04.2022 - Vanda Semyonovna Obedkova morreu em 4 de abril enquanto se abrigava em um porão sem aquecimento, em Mariupol, na Ucrânia - Reprodução / Rabino Mendel Cohen
21.04.2022 - Vanda Semyonovna Obedkova morreu em 4 de abril enquanto se abrigava em um porão sem aquecimento, em Mariupol, na Ucrânia Imagem: Reprodução / Rabino Mendel Cohen

Do UOL, em São Paulo

21/04/2022 12h00

Uma sobrevivente do Holocausto, de 91 anos, morreu de frio enquanto se abrigava dos ataques da Rússia contra a região de Mariupol, na Ucrânia. Vanda Semyonovna Obedkova se protegia do certo em um porão. Sua morte aconteceu em 4 de abril, segundo sua filha.

Sem aquecimento ou com acesso à água, o porão em que Obedkova se protegia era parecido com o que ela, aos 10 anos, e sua família se escondiam dos nazistas. O Holocausto foi o extermínio sistemático de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial

Os detalhes foram comentados por Larissa, filha de Vanda, em uma entrevista ao portal Charbad.org.

"[No porão em Mariupol] não havia água, eletricidade ou aquecimento, e estava insuportavelmente frio", disse Larrissa, que estava com a mãe se protegendo em Mariupol.

"Toda vez que uma bomba caía, o prédio inteiro tremia", disse. "Minha mãe ficava dizendo que não se lembrava de nada assim durante a Segunda Guerra".

Obedkova é a segunda sobrevivente do Holocausto que morre durante a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Memórias do Holocausto

Quando as forças alemãs ocuparam a cidade em outubro de 1941, Obedkova evitou a captura escondendo-se em um porão.

Os nazistas, chefiados por Adolf Hitler, cercaram a população judia da cidade, incluindo sua mãe, que foi levada e baleada. Outeos membros da família materna de Obedkova também foram mortos.

O pai de Vanda, que não era judeu, conseguiu internar sua filha em um hospital, onde ela passou dois anos depois que os nazistas se convenceram de que ela era grega e não judia.

A filha disse que uma fita VHS mostra uma entrevista de Obedkova em 1998 afirmando que sua vida foi destruída quando sua casa foi atingida. Larissa e seu marido enterraram sua mãe em um parque público perto do mar de Azov.

As forças nazistas mataram entre 9 mil e 16 mil judeus em valas nos arredores de Mariupol, na Ucrânia. A cidade foi libertada pelo exército soviético em setembro de 1943.

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