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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


Ataque a hospital no leste da Ucrânia mata ao menos uma pessoa

Do UOL*, em São Paulo

27/04/2022 09h45

Um hospital em Sievierodonetsk, na região de Lugansk, leste da Ucrânia, foi atingido por um ataque hoje. Segundo o governador de Lugansk, Sergey Gaidai, uma mulher morreu.

"Os russos sabiam que o hospital não estava vazio", disse Gaidai. "Havia pacientes, em diferentes condições, com médicos. E isso não os impediu."

De acordo com Gaidai, "a destruição do edifício é significativa". "Vários andares foram danificados de uma só vez." O governador disse que esse era um dos dois hospitais em operação na região. O outro está na cidade de Lysychansk.

Ataques e respostas

Hoje, a guerra da Rússia na Ucrânia chegou ao 63º dia. Apesar de ainda registrar ataques de forças russas, principalmente no leste e sul do país, a Ucrânia tem respondido.

dotesk - Reprodução/Telegram/Pavlo Kyrylenko - Reprodução/Telegram/Pavlo Kyrylenko
Prédio foi atingido por bombardeio em Avdiivka, cidade da região de Donetsk, leste da Ucrânia
Imagem: Reprodução/Telegram/Pavlo Kyrylenko

As Forças Armadas ucranianas disseram que, "somente nas regiões de Donetsk e Lugansk", áreas separatistas, "nove ataques inimigos foram repelidos", indicando a destruição de tanques, sistemas de artilharia, veículos blindados, entre outros.

Em Avdiivka, cidade a cerca de 700 quilômetros de Kiev, bombardeios causaram incêndios. Segundo o chefe militar da região de Donetsk, porém, as Forças Armadas da Ucrânia repeliram uma tentativa das tropas russas de avançar nessa direção.

No sul, uma ponte foi atingida hoje na região de Odessa, segundo a empresa ferroviária da Ucrânia, que ainda avalia o "grau de dano à infraestrutura".

Mapa Rússia invade a Ucrânia - 26.02.2022 - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Mariupol sitiada

A situação continua tensa na região da cidade portuária de Mariupol. Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, a Rússia "está exercendo fogo maciço e bloqueando nossas unidades na área da usina Azovstal", onde civis estão abrigados.

Segundo a inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido, aliado dos ucranianos, a maioria dos ataques aéreos russos em Mariupol é realizada "usando bombas de queda livre não guiadas". "Essas armas reduzem a capacidade da Rússia de discriminar efetivamente ao realizar ataques, aumentando o risco de baixas civis." A informação não pôde ser verificada com fontes independentes.

Áreas tomadas

O exército russo conquistou várias localidades no leste da Ucrânia em uma ofensiva para tomar o controle da região do Donbass, anunciou o Ministério da Defesa ucraniano. As forças russas desalojaram o exército ucraniano de Velyka Komyshuvakha e Zavody, na região de Kharkiv, e tomaram o controle de Zarichne e Novotoshkivske, na região de Donetsk.

Zarichne fica a apenas 50 quilômetros do centro regional de Kramatorsk, onde dezenas de pessoas morreram há algumas semanas em um ataque russo contra uma estação de trem. O ministério da Defesa advertiu que as forças russas "continuam a ofensiva na direção de Nyzhnye e Orikhiv", na região central de Zaporizhzhia.

Separatistas pró-Rússia controlam as regiões de Donetsk e Lugansk desde 2014, quando o governo russo anexou a península da Crimeia após protestos que provocaram a queda do então presidente ucraniano ligado a Moscou. A Rússia afirma que a ofensiva no leste deve criar uma ligação terrestre entre o território sob controle controle separatista e a península no Mar Negro.

Moldávia

As autoridades da região separatista pró-Rússia da Transnístria, na Moldávia, anunciaram que um vilarejo na fronteira com a Ucrânia, que abriga um importante depósito de munições do exército russo, foi alvo de disparos. "À noite, foram vistos vários drones sobre o povoado de Cobasna", indicou o "ministério do Interior" de Transnístria em um comunicado.

A mesma fonte apontou também que na manhã de quarta-feira "foram registrados disparos em direção a Cobasna a partir da Ucrânia", que não provocaram vítimas. Cobasna fica a dois quilômetros da fronteira com a Ucrânia.

O vilarejo abriga um grande depósito de armas da época soviética que está sob o controle de soldados russos mobilizados nesse território. A autoproclamada "república" da Transnístria se separou da Moldávia em 1992 após uma breve guerra contra esse país. Desde então, 1.500 soldados russos estão estacionados na região.

Há alguns dias crescem os temores de que a guerra na Ucrânia se estenda à Transnístria. Um general russo afirmou recentemente que a ofensiva do Kremlin na Ucrânia tinha como objetivo criar um corredor até esta região separatista.

Os separatistas relataram, na segunda e na terça, uma uma série de explosões na autoproclamada "república". Em resposta, a Moldávia anunciou medidas para reforçar sua segurança e pediu calma para sua população. A Ucrânia, por sua vez, acusou a Rússia de querer "desestabilizar" a Transnístria a fim de justificar uma intervenção militar.

(Com Reuters, AFP, DW e Ansa)