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2 meses

'Crime é transnacional': Presidente do Paraguai cita promotor assassinado

Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, cobrou combate à criminalidade de forma transfronteiriça  - Reprodução
Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, cobrou combate à criminalidade de forma transfronteiriça Imagem: Reprodução

Mariana Durães e Hygino Vasconcellos*

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC)

09/06/2022 22h16

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, cobrou que o combate à criminalidade deva ocorrer de forma transnacional durante a Cúpula das Américas, que ocorre em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A autoridade fez o comentário ao citar a morte do promotor Marcelo Pecci, que investigava o crime organizado. Ele foi assassinado em maio deste ano na Colômbia, onde passava a lua de mel.

"Há algumas semanas, nosso continente, nosso país, se pôs em luto devido ao assassinato de Marcelo Pecci, promotor paraguaio, nas mãos de grupos criminosos. Esse ato foi especialmente doloroso para esse agente da lei, que nos põe à frente de uma premissa inquestionável: a criminalidade é transnacional, e a resposta para enfrentá-la também deve sê-lo. Precisamos de soluções conjuntas para esta tragédia que não reconhece as fronteiras."

Promotor investigava PCC no Paraguai

Em 2017, Pecci liderou foi a chamada operação "Zootopia", em que foi desmontada a maior estrutura da facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraguai, com apreensão de 500 quilos de cocaína.

Pecci também investigava uma chacina ocorrida no ano passado em Pedro Juan Caballero, na qual morreram quatro pessoas, incluindo a filha do governador da província de Amambay e duas estudantes brasileiras (Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos, e Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos). A principal suspeita das autoridades é que o crime tivesse sido cometido por causa de uma disputa interna em uma quadrilha brasileira de traficantes de drogas.

O narcotráfico na fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, é controlado por pessoas ligadas ao PCC.

(*) Com informações da BBC

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