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Por que a Tailândia está distribuindo 1 milhão de mudas de maconha de graça

Ministro da Saúde da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que distribuição da planta trará benefícios econômicos ao país -  Thailand Public Health Ministry/Handout via REUTERS
Ministro da Saúde da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que distribuição da planta trará benefícios econômicos ao país Imagem: Thailand Public Health Ministry/Handout via REUTERS

Do UOL, em São Paulo

10/06/2022 15h18Atualizada em 11/06/2022 09h42

A Tailândia iniciou hoje a distribuição de mudas de maconha para produtores e agricultores do país. A ação foi tomada um dia após a legalização do cultivo e comércio da planta.

A medida foi tomada como uma forma de impulsionar a economia local e crescer neste novo mercado — ainda que ele seja destinado para fins farmacêuticos.

A distribuição das 100 primeiras mudas foi feita pelo ministro da Saúde, Anutin Charnvirakul, na província de Buriram. Segundo o governo, 350 mil agricultores já se cadastraram como "plantadores de cannabis" junto aos órgãos públicos.

Durante discurso no momento da distribuição das plantas, o ministro afirmou que o cultivo da planta vai trazer "benefícios financeiros aos produtores individuais, agricultores e empreendedores".

De acordo com a agência Associated Press, a expectativa do governo local é de que um milhão de plantas sejam distribuídas no país nos próximos seis meses.

Apesar da permissão para plantação e comércio, a legislação da Tailândia só permite o consumo da planta de forma medicinal.

Não há no país, porém, qualquer anúncio de planos de monitoramento da distribuição feita por esses agricultores aos compradores.

Legalização

Com a decisão de ontem sobre a descriminalização do uso da maconha, a Tailândia se torna o primeiro país da Ásia a permitir o cultivo e comercialização da planta. Alimentos e bebidas com infusão de cannabis também podem ser comercializados em restaurantes, mas é necessário que a concentração de THC nesses produtos fique abaixo dos 0,2%.

Apesar disso, o governo local continua a proibir o uso da planta para fins recreativos, com penas que podem chegar até três meses de prisão e uma multa de 25 mil baht, equivalente a R$ 3,8 mil para aqueles que, ao fumarem em público, "incomodarem" outras pessoas.

A manutenção dessa penalidade na Lei de Saúde Pública do país ocorre para que a nação não seja considerada um "destino turístico" para quem queira consumir o THC.

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