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China cita 'escolha estratégica' com Rússia, e Xi chama Putin para visita

20.mar.2023 - Xi Jinping se reuniu com Putin em Moscou nesta segunda-feira (20) - Sputnik/Sergei Karpukhin/Pool via REUTERS
20.mar.2023 - Xi Jinping se reuniu com Putin em Moscou nesta segunda-feira (20) Imagem: Sputnik/Sergei Karpukhin/Pool via REUTERS

Do UOL*, em São Paulo

21/03/2023 07h50Atualizada em 21/03/2023 13h15

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou hoje que convidou Vladimir Putin para uma visita ao país asiático ainda este ano.

O que aconteceu:

  • O convite foi feito pelo líder chinês em uma reunião informal dele com Putin ontem em Moscou. A confirmação foi feita hoje por Xi em um encontro com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.
  • Xi afirmou a Putin que "consolidar e desenvolver bem a relação China-Rússia é uma escolha estratégica da China".
  • Xi afirmou que Pequim e Moscou são "sócios estratégicos".
  • A China defendeu o estreitamento de laços com a Rússia, pois são "grandes potências vizinhas"; segundo o governo, a visita de Xi tem como base os "interesses fundamentais" do país asiático.
  • Xi também buscou reforçar cooperações bilaterais com Putin. De acordo com a chancelaria da China, o objetivo segue as "tendências predominantes do mundo".

O presidente da China e Putin tiveram "troca profunda" de opiniões sobre a Ucrânia. Para Xi, a maioria dos países apoia o alívio das tensões, apoia as negociações de paz e se opõe a "colocar lenha na fogueira".

A China não é criadora nem parte da crise na Ucrânia, nem forneceu armas a nenhuma das duas partes do conflito. Os EUA não estão aptos a apontar o dedo para a China e nem para culpá-la."
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China

O presidente chinês garantiu que "a China continuará a desempenhar um papel construtivo na promoção da solução política da questão da Ucrânia", disse o Ministério das Relações Exteriores.

Putin exaltou esse posicionamento e elogiou Xi. O Kremlin afirmou que, após o encontro de quatro horas e meia, pensou sobre o plano de paz proposto pelo líder chinês.

(Com AFP)