Guerra dia 60: Israel diz que morreram dois civis para cada membro do Hamas

Cerca de dois civis morreram para cada combatente do Hamas na Faixa de Gaza, admitiram militares israelenses do alto escalão sob condição de anonimato no momento em que a guerra completa dois meses.

O que aconteceu

"Não digo que seja bom que tenhamos uma proporção de dois para um", declarou um dos responsáveis em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4). O uso de escudos humanos é parte da "estratégia básica" do Hamas.

O agente israelense desabafou o desejo que na próxima fase da guerra o número de mortes de civis diminua. "Esperamos que [a proporção] seja muito menor."

O Ministério da Saúde de Gaza, governada pelo Hamas desde 2007, afirmou que desde 7 de outubro, 15.899 pessoas morreram pelos bombardeios israelenses no território palestino.

Israel bombardeia o enclave em resposta ao ataque realizado pelos militantes do Hamas no qual mataram cerca de 1.200 pessoas, civis em sua maioria, e sequestraram 240, de acordo com as autoridades.

Em resposta aos relatos da mídia de que 5.000 combatentes do Hamas haviam morrido, um dos militares de Israel contestou: "Os números são mais ou menos certos."

Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, pediu que o país aumente seus esforços para evitar mais perdas civis.

As operações terrestres de tropas de Benjamin Netanyahu agora, depois do cessar-fogo que permitiu a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, se deslocam para o sul, onde muitos habitantes de Gaza se abrigam após fugirem do norte.

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As Forças de Defesa de Israel estão implementando um programa de mapeio de alta tecnologia para reduzir as perdas civis, afirmaram os oficiais.

O sistema integra sinais de telefonia móvel, vigilância aérea e inteligência artificial para criar um mapa que mostra as concentrações de população em todo o território.

Cada uma das 623 células do mapa é codificada por cores. O verde, por exemplo, determina zonas nas quais ao menos 75% da população foi evacuada.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários questionou, porém, a utilidade da ferramenta em uma área onde o acesso às telecomunicações e à eletricidade é esporádico.

Ontem a companhia Paltel, operadora de telecomunicações na Faixa de Gaza, disse que as comunicações foram cortadas novamente após danos à infraestrutura de fibra ótica na região.

"Lamentamos anunciar que todos os serviços de telecomunicações na Faixa de Gaza foram perdidos devido ao corte das principais rotas de fibra. Gaza está novamente apagada", anunciou a empresa sobre a interrupção na comunicação pela rede social X, antigo Twitter.

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Com informações da AFP.

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