Conteúdo publicado há 2 meses

Blinken chega ao Brasil para reunião com Lula em meio à crise com Israel

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, chegou, na noite desta terça-feira (20), em Brasília, onde vai participar de uma reunião com o presidente Lula (PT). O encontro acontecerá em meio à crise do Brasil com Israel, após Lula comparar os ataques israelenses em Gaza com o Holocausto.

O que aconteceu

Na capital federal, Blinken se reunirá na quarta-feira (21) com Lula, e a expectativa é que a conversa seja intensa. Ele ainda irá para a Argentina após a visita ao Brasil.

O secretário de Estado também participará de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, entre quarta e quinta-feira (22), no Rio de Janeiro. Também deve estar presente seu par russo, Sergei Lavrov.

Esta será a primeira visita de Blinken como secretário de Estado ao país. As relações entre os Estados Unidos e o Brasil melhoraram desde o retorno de Lula ao poder em 2023, que sucedeu Jair Bolsonaro, próximo do republicano Donald Trump.

Crise com Israel

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, disse, nesta terça-feira (20), que o governo "discorda" da fala do presidente Lula (PT) sobre Israel.

Miller disse que "obviamente" o governo discorda da declaração. "Fomos bastante claros que não acreditamos que um genocídio ocorreu em Gaza. Queremos ver o conflito encerrado quando for possível. Queremos ver aumento de ajuda humanitária para civis em Gaza. Mas não concordamos com esses comentários".

A declaração de Lula ocorreu em entrevista em Adis Abeba, capital da Etiópia, no domingo (18). "O que está acontecendo em Gaza não aconteceu em nenhum outro momento histórico, só quando Hitler resolveu matar os judeus", disse Lula.

Lula foi criticado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A fala também foi repudiada por entidades judaicas no Brasil, como a Confederação Israelita do Brasil. Governo de Israel repudiou a fala e declarou presidente brasileiro "persona non grata" até que ele retire o que disse.

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*com informações da AFP

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