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China reduz em 32% taxa de poluentes no ar e pode elevar expectativa de vida da população

Kim Kyung-Hoon/Reuters
Jovem usa máscara para se proteger da névoa de poluição em Beijing, na China Imagem: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Em Pequim

13/03/2018 09h46

Principal poluidor do planeta, a China está ganhando a guerra contra a poluição atmosférica e pode aumentar em mais de dois anos a expectativa de vida de seus habitantes - garante um estudo americano publicado nesta terça-feira (13).

Com base em dados coletados em 200 receptores espalhados por toda China, o estudo da Universidade de Chicago calcula que a taxa de partículas finas no ar, muito prejudiciais à saúde, reduziu-se em 32% entre 2013 e 2017.

Se essa tendência se mantiver, a expectativa de vida média dos chineses pode aumentar até 2,4 anos, segundo o estudo. As partículas finas -também conhecidas como PM2,5 por seu diâmetro máximo - são determinantes tanto nas doenças cardiovasculares e respiratórias, quanto no câncer.

"Não existem exemplos de um país que tenha conseguido uma redução tão rápida da poluição atmosférica. É extraordinário", disse à AFP Michael Greenstone, que dirigiu o estudo do Instituto de Política Energética da Universidade de Chicago.

Em comparação, os Estados Unidos precisaram de mais de dez anos para uma melhora comparável, após aprovarem uma lei nesse sentido em 1970.

"Esses quatro anos demonstram que as coisas podem mudar, inclusive rapidamente, graças à vontade política", disse Greenstone.

Sob pressão da opinião pública, o regime comunista chinês lançou em 2013 um plano contra a poluição destinado a reduzir em 25% a taxa de partículas finas no ar nas regiões de Pequim e Xangai.

"A China não é considerado um país democrático, mas constatamos que o governo teve de tomar as medidas que a opinião pública exigia", afirmou Greenstone.