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Governo trava parte de orçamento de 2020 para monitoramento de incêndios

Foto do dia 23 de agosto mostra queimada em Novo Progresso, no Pará - Victor Moriyama/Greenpeace
Foto do dia 23 de agosto mostra queimada em Novo Progresso, no Pará Imagem: Victor Moriyama/Greenpeace

Do UOL, em São Paulo

06/09/2019 10h34

O Governo Federal deixou suscetíveis às negociações com o Congresso Nacional quase 38% do valor destinado ao monitoramento de risco de incêndios e de cobertura da terra feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, o governo não acrescentou verba para a ação em 2020. Ela será de R$ 2,01 milhões mais um adicional de R$ 1,21 milhão na programação de crédito suplementar sujeito à aprovação parlamentar, o que corresponde a um total de R$ 3,22 milhões. Este valor é o mesmo previsto para este ano, que não terá parte da liberação dependente do Congresso.

Segundo o jornal, os dados constam do projeto de lei orçamentário para 2020, que foi apresentado ao Congresso na última sexta-feira.

Nas últimas semanas, o governo Bolsonaro entrou em atrito principalmente com países europeus por causa de divergência em relação ao combate a queimadas na Amazônia. O G-7 chegou a aprovar uma verba de auxílio para a questão, mas Jair Bolsonaro a recusou, condicionando o recebimento a um pedido de desculpas do presidente francês Emmanuel Macron, com que trocou farpas.

Segundo a reportagem do jornal, com a mudança no processo para liberação da verba, o Executivo compartilha com o Legislativo a responsabilidade de prevenir crises ambientais, além de impedir que o governo se endivide para pagar despesas correntes.

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