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Desmatamento na Amazônia em maio foi o mais alto em 15 anos, diz instituto

11.mai.20 - Fiscalização do Exército contra desmatamento na Floresta Nacional de Jacundá (RO), na Amazônia - Divulgação/Exército
11.mai.20 - Fiscalização do Exército contra desmatamento na Floresta Nacional de Jacundá (RO), na Amazônia Imagem: Divulgação/Exército

Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

17/06/2022 18h25

Foco de atenção internacional devido às mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, a Amazônia teve um mês de maio com recorde de desmatamento. A região perdeu, no mês, 1.476 km² de vegetação, uma área ligeiramente menor que a cidade de São Paulo. Foi o maior índice anual registrado em 15 anos, quando o país começou a reverter uma escalada de desmatamento amazônico que havia começado nos anos 80.

Com isso, o mês de maio representa 44% do desmatamento acumulado na região em 2022, mostram dados de satélite analisados pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Amazônia tem sido devastada mais a cada ano.

Segundo dados oficiais do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o ano de 2021 encerrou com 13.038 km² de desmatamento na Amazônia Legal. A taxa, mais alta que as de 2019 e 2020, tem área equivalente a mais de oito vezes e meio a da capital paulista. O segundo estado mais desmatado foi o Pará.

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