Tarcísio divide PPP das escolas em dois lotes; edital vai ser aprovado hoje

O governo de São Paulo decidiu dividir a licitação de 33 novas escolas pelo modelo de Parceria Pública-Privada em dois lotes e entregar a construção para empresas diferentes. Conforme apurou a coluna, o objetivo é diluir o risco.

O edital com as regras vai ser aprovado nesta quinta (23) pelo comitê gestor de PPPs do Estado e deve ser publicado em breve. A previsão é que os leilões ocorram entre setembro e novembro.

Apenas a construção e a gestão das escolas depois de prontas serão licitadas. A parte pedagógica segue a cargo dos professores.
"Hoje um diretor de escola ocupa muito do seu tempo com burocracias e gestão e sobra pouco para garantir que as crianças e os jovens aprendam", diz Claudia Costin, ex-secretária de Educação da cidade do Rio de Janeiro.

O investimento total previsto é de R$ 2,5 bilhões em 25 anos de concessão. O modelo escolhido é o de desconto na contraprestação — vence quem conceder maior desconto ao Estado.

O primeiro lote, o Oeste, envolve a construção de 17 escolas, com 462 salas de aula e 17,1 mil vagas. Elas vão atender Araras, Bebedouro, Campinas, Itatiba, Jardinópolis, Lins, Marília, Olímpia, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Taquaritinga.

O Lote Leste terá 16 unidades de ensino, que vão atender 17,6 mil alunos em 476 salas de aula. As escolas serão construídas em Aguaí, Arujá, Atibaia, Campinas, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Itapetininga, Leme, Limeira, Peruíbe, Salto de Pirapora, São João da Boa Vista, São José dos Campos, Sorocaba e Suzano.

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