Conheça donos de sites de guerra política acusados de espalhar 'fake news'

Diego Toledo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Arte/UOL

Eles têm milhões de seguidores e seu conteúdo é compartilhado nas redes sociais milhares de vezes a cada semana. Com frequência, são acusados de propagar "fake news", mas rejeitam o termo. Reconhecem, no entanto, que não são imparciais e que a atuação na internet faz parte de um tipo de guerra ou militância política.

A reportagem do UOL entrou em contato com os responsáveis por seis sites de conteúdo político engajado que estão entre os mais compartilhados em redes sociais --três deles identificados com a nova direita brasileira e outros três mais simpáticos a correntes políticas de esquerda.

A lista inclui as páginas Jornalivre, Ceticismo Político e Papo TV, de um lado, e Falando Verdades, Plantão Brasil e Contra Ponto, de outro.

Em comum entre todos, há alguns elementos na forma de atuar: criticam os veículos de imprensa tradicionais, mas é neles onde se informam e que usam como fonte. Em seguida, tratam de reescrever o noticiário com as próprias palavras e adaptam a informação para torná-la mais adequada à visão de mundo que querem promover.

Para o pesquisador Fabio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), as mobilizações populares que ocorreram a partir de 2013 fizeram emergir uma série de sites que têm como objetivo "fazer uma curadoria de conteúdo com um lado ideológico a defender muito bem definido".

"Eles têm uma função muito mais de propagandear do que de explorar contradições", afirma Malini.

Outro acadêmico que pesquisa o assunto, Pablo Ortellado, coordenador do projeto Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP (Universidade de São Paulo), acrescenta que esses sites "hiperpartidarizados" funcionam em uma lógica que combina endereços na web e páginas no Facebook.

Em geral, na opinião de Ortellado, os sites têm nomes e perfis mais neutros, que sugerem se tratar de conteúdo noticioso, enquanto a atuação nas redes sociais é "ultraengajada" e deixa mais clara a ideologia que define aquilo que é publicado.

"Os procedimentos são muito semelhantes: recortam fatos do dia, exageram", observa o professor da USP. "A missão é fazer guerra de informação."

MBL e Bolsonaro

Entre os sites de conteúdo político engajados mais alinhados com uma visão de direita, a maioria deles se divide em dois campos: um que flutua em torno da influência do MBL (Movimento Brasil Livre), que ganhou força com as manifestações pró-impeachment de 2015, e outro mais dedicado a promover o militarismo e a moral religiosa --e também simpático à pré-candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência da República.

O Jornalivre e o Ceticismo Político, apesar de negarem uma relação formal com o MBL, citam uma relação de parceria com o grupo. Os dois sites viveram o seu momento de auge de repercussão nas redes sociais no período em que seu conteúdo era quase sempre compartilhado pelo MBL no Facebook.

O quadro mudou depois de polêmicas recentes. A última delas envolveu o Ceticismo Político, acusado de contribuir para a propagação de informações falsas sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março.

Reprodução/Facebook
Carlos Augusto de Moraes Afonso abandonou o pseudônimo de "Luciano Ayan" após postar um boato sobre a vereadora Marielle Franco

O caso fez o Facebook tirar do ar a página do Ceticismo Político na rede social e levou o responsável por ela, Carlos Augusto de Moraes Afonso, a assumir a sua verdadeira identidade e abandonar o pseudônimo que usava: "Luciano Ayan".

"Decidi assumir publicamente o pseudônimo para reduzir a aporrinhação que vinha sendo feita por chantagistas que se aproveitaram da bagunça criada sobre o caso Marielle", diz Afonso. 

O criador do Ceticismo Político afirma ter agido corretamente no episódio e que apenas reproduziu comentários da desembargadora Marília Castro Neves, atribuindo-os a ela. Recentemente, a desembargadora pediu desculpas pelas mensagens que publicou em redes sociais e deram origem à polêmica.

Carlos Augusto Afonso diz que tem 45 anos, vive em São Paulo e é formado em ciência da computação. Afirma que usava um pseudônimo para evitar confundir a rotina de consultor em tecnologia com a geração de conteúdo político.

Depois de quase dois meses sem atualização, o Ceticismo Político voltou à ativa no último dia 6. Afonso diz que recebe "parcos recursos de anúncio" por meio da monetização do site e que costuma compartilhá-los com seus colaboradores.

Sobre a relação com o MBL, diz que se trata de amizade e parceria, principalmente por alinhamento ideológico, mas nega ser integrante do grupo.

Ele diz que não é mais sócio de Rafael Rizzo, membro do MBL com quem chegou a abrir uma empresa, e que uma outra sociedade com Pedro D'Eyrot, um dos fundadores do grupo, não se concretizou. O objetivo da iniciativa, segundo Afonso, era desenvolver conteúdo para palestras online.

O ex-"Luciano Ayan" diz que seu objetivo é apenas "fazer análise política" e que também colabora com grupos como o movimento Escola sem Partido. "Sou de direita. Não sou filiado a nenhum partido, mas certamente já apoiei e apoiarei vários. Na próxima eleição presidencial, tenho três ou quatro opções de voto", completa.

Com inimigos e sem imparcialidade

A maioria dos entrevistados para esta reportagem demonstrou desconforto ao falar dos bastidores da operação de seus sites e uma grande preocupação em evitar exposição e preservar a própria privacidade.

Reprodução
Roger Roberto Dias André, o Roger Scar, responsável pela página Jornalivre

Esse foi o caso, por exemplo, de Roger Roberto Dias André, o Roger Scar, que no ano passado se revelou o responsável pela página Jornalivre. "Não darei detalhes a respeito de como funciona o site", afirmou, por email, em uma das respostas às perguntas enviadas pela reportagem.

"A relação entre o Jornalivre e o MBL sempre foi meramente uma parceria. Eles possuem uma página enorme, com milhões de seguidores, e compartilham parte de nosso conteúdo", afirma Scar. "Isso faz aumentar o alcance e gera mais monetização. O conteúdo que geramos é do interesse deles, já que estamos ideologicamente alinhados."

Scar diz que tem 27 anos, é formado em contabilidade, estudante informal de política desde a infância e vive em Joinville (SC). Além do Jornalivre, mantém o site e a página Modo Espartano, em que diz ter o objetivo de fazer o leitor "refletir e pensar de forma tática a guerra política".

"Há liberais que querem dialogar com as pessoas que cortariam suas cabeças, estes não estão devidamente acordados para a realidade", afirma.

"Eu acredito em uma causa que é a do liberalismo, trabalho em prol disso há anos e trato meus adversários de forma realista. Eles não são gente boa, não são pessoas 'iludidas' que precisam ser convertidas. São inimigos, pessoas que fazem o que fazem sabendo que estão erradas. Esta gente nos odeia", acrescenta.

O conteúdo do Jornalivre, segundo ele, é "objetivo e claro, com posicionamento político de direita". "O viés nunca foi segredo, sempre foi assumido. Eu não iludo as pessoas com essas mentiras sobre imparcialidade."

Scar afirma que, até os 18 anos de idade, chegou a militar na Esquerda Marxista, uma corrente interna que, na época, fazia parte do PT.

Hoje, convertido à direita e filiado ao PSL, diz que não atua mais no partido desde o começo do ano, quando o grupo Livres, que ainda fazia parte da legenda, tomou rumos com os quais discordava. Ele acrescenta que atualmente não apoia nenhum partido e não tem simpatia por nenhum dos pré-candidatos à Presidência.

Um "patriota" pró-intervenção militar

O discurso dos criadores dos sites de direita também tem em comum a tentativa de incorporar as bandeiras dos movimentos anticorrupção. Se, por um lado, algumas páginas alinhadas com o MBL promovem o liberalismo, por outro, há também aqueles que defendem o militarismo e os valores da moral cristã.

"No campo ultraconservador, há um reforço da ideia de uma relação entre militarismo e a questão religiosa que aparece bastante: Deus e arma é uma questão muito comum, como se a paz fosse produto da repressão, da ordem e da moral religiosa", diz o pesquisador Fabio Malini, da Ufes.

"A hipervalorização dessa agenda encontra em determinados segmentos da política alguém que as encampe", acrescenta. "Por isso, essas páginas muitas vezes são mais simpáticas a determinadas candidaturas do que a outras."

Reprodução/Facebook
Renato Cesar Rodrigues responde pelo site Papo TV

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Renato Cesar Rodrigues responde pelo site Papo TV. Em conversa por telefone com a reportagem do UOL, ele se mostrou reticente à ideia de apresentar suas motivações e contar mais sobre sua vida e seu trabalho. Disse temer ser alvo de perseguição por conta de suas posições políticas, inclusive de ações judiciais.

A família de Rodrigues é dona de um estabelecimento comercial do setor alimentício na cidade. Ele diz que tem 35 anos e prestou serviço militar no Exército por um ano. Define-se como um "patriota" e afirma que seu objetivo é cumprir o papel que foi designado a fazer: defender a pátria.

"É triste falar em intervenção militar, mas nós vamos ter de passar por isso para que as instituições se fortaleçam de novo", defende o criador do Papo TV. "O que estamos vendo na política é um completo despreparo. O Exército está preparado o tempo inteiro, isso a gente aprende no Exército."

Ele critica os partidos e também diz não ter simpatia por nenhum político. Mas, questionado sobre qual seria o seu voto entre os atuais pré-candidatos à Presidência da República, revela que provavelmente optaria por Bolsonaro. Rodrigues também diz ter uma posição religiosa cristã e ser contra a descriminalização do aborto.

"Tem uma guerra de valores na esquerda, que quer destruir a instituição família para enfraquecer, jogar um contra o outro", protesta. "Ela quer destruir a Igreja porque não quer que ninguém tenha uma crença acima do Estado."

Desde que começou a publicar conteúdo no site, há dois anos, Rodrigues diz ter mudado a maneira como escreve os textos.

Conta que, antes, costumava publicar informações que recebia em grupos no Facebook e no WhatsApp. Mas a maior parte do conteúdo segue a fórmula de curadoria de notícias, com informações adaptadas para propagar uma opinião.

Por conta de informações erradas, Rodrigues afirma que já teve de apagar textos publicados no Papo TV e ainda responde a um processo na Justiça.

Mas, com a remuneração de anúncios no site, encontrou um novo jeito de ganhar a vida. "Eu estava desempregado e comecei com o Papo TV. Talvez eu tenha encontrado uma profissão. Hoje, é minha única fonte de renda."

À esquerda, o lulismo e o obstáculo da fragmentação

Entre os sites citados nesta reportagem, as páginas de direita têm, em geral, um alcance maior do que as mais alinhadas com correntes de esquerda.

Para Fabio Malini, da Ufes, uma das explicações para isso é o atual estágio de fragmentação da esquerda brasileira. "A gente vai encontrar sites mais consolidados dentro do campo do lulismo, que é mais coeso e tem uma doutrina muito bem definida."

Já Pablo Ortellado, da USP, destaca que as páginas mais relevantes entre os sites engajados de esquerda têm uma origem anterior e um perfil diferente. "A maior parte veio da chamada blogosfera progressista, que apoiava a esquerda e era feita por jornalistas, inclusive com experiência em grandes Redações", avalia. "A maioria dos sites de direita é amador, de gente do movimento anticorrupção."

Reprodução/Facebook
O site de esquerda Falando Verdades é coordenado por Victor Javier Ventura

Entre os sites mais novos no campo da esquerda que usam o formato de curadoria de conteúdo para militância política, um dos mais compartilhados é o Falando Verdades, coordenado por Victor Javier Ventura.

No Facebook, o site costuma ter seu conteúdo compartilhado por páginas como Burguesia Fede, PSDB Nunca Mais e Time Lula. Ventura afirma que não cuida dessas páginas, mas acrescenta que elas pertencem a amigos e gente que simpatiza com seu trabalho.

Ele diz que tem 28 anos, está concluindo o curso de direito e mora em São Paulo. Em suas palavras, o Falando Verdades é "um hobby militante, feito sem intuito financeiro".

"Os parcos valores arrecadados [com anúncios] são destinados para retroalimentação da logística: hospedagem, manutenção e suporte, equipamentos e o próprio tráfego de dados", afirma.

Ventura também diz nunca ter recebido apoio de algum político ou partido, mas simpatiza com candidatos de centro-esquerda. Apesar de outros nomes aparecerem na página do site no Facebook como membros da equipe do Falando Verdades, ele afirma que atua "de forma solitária na defesa de suas convicções".

Um filiado ao PT simpático a Ciro Gomes

Na cidade de Rio do Sul (SC), um jovem de 24 anos concilia a atualização do blog Contra Ponto com as atividades de assessor parlamentar do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) na região.

Reprodução/Facebook
Thiago Maurício do Nascimento concilia a atualização do blog Contra Ponto com as atividades de assessor parlamentar

Thiago Maurício do Nascimento é filiado ao PT e foi candidato derrotado a vereador em sua cidade em 2016. Ele também aparece como responsável pelo domínio centralpolitico.com.br, mas, durante a apuração desta reportagem, disse ter decidido desativar o endereço porque "ninguém que contribui com o site tem interesse de assumi-lo por enquanto".

O conteúdo do Contra Ponto costuma ser compartilhado no Facebook pelas páginas Esquerda Valente e Ciro Gomes Presidente --uma página de apoio não oficial ao pré-candidato do PDT à Presidência da República.

Nascimento diz que ajudou a criar as páginas no Facebook, mas a responsabilidade pelas publicações na rede social é de um coletivo de amigos formado por pessoas de Santa Catarina que gostam de política e tem um perfil ideológico semelhante.

Questionado sobre o seu apreço pessoal pela pré-candidatura de Ciro Gomes, Nascimento sinaliza de forma positiva. "É uma alternativa que está sendo conversada, e ele é do mesmo campo progressista. Não vejo muita diferença."

O criador do blog Contra Ponto diz que o site foi "uma ideia de ativismo político" e que, apesar do formato da página, sempre se tratou de um veículo de opinião. Ele afirma que cuida sozinho do conteúdo e publica, além de suas próprias análises, artigos e textos que recebe de conhecidos.

Nascimento diz também ter a ajuda de uma outra pessoa, que contribui "com design e na parte burocrática" do site. Assim como o Falando Verdades, o Contra Ponto também republica textos de outras páginas, como Diário do Centro do Mundo, Brasil 247 e Revista Fórum.

Os recursos obtidos com a monetização do Contra Ponto, segundo Nascimento, são usados para manter o próprio site. Apesar do cargo no gabinete de um deputado federal, ele diz que a página é uma iniciativa pessoal, sem nenhuma relação com o parlamentar petista.

Da Espanha, um site com registro na Polônia

O criador do site Plantão Brasil repete o padrão de outros entrevistados nesta reportagem: critica os veículos tradicionais de imprensa, nega publicar notícias falsas e aponta essa como uma prática dos que estão no outro lado do debate ideológico. Também diz que evita aparecer como responsável pela página por medo de sofrer perseguição política.

Reprodução/Facebook
Thiago dos Reis Pereira dos Santos tem 30 anos e é criador do Plantão Brasil

Thiago dos Reis Pereira dos Santos tem 30 anos e respondeu por email apenas algumas das perguntas enviadas pela reportagem do UOL. Disse que não responderia outras por ter "desconfiança da imprensa".

Ele afirma que mora com a mulher na Espanha. O domínio plantaobrasil.net está registrado em um endereço na Polônia --a mulher dele é polonesa. No Facebook, o conteúdo do Plantão Brasil também é compartilhado pela página Eu Odeio a Globo.

"O Plantão Brasil foi criado para defender um projeto de país que tem igualdade social, igualdade de gênero", afirma. "O site simpatiza e apoia abertamente todo e qualquer candidato de esquerda ou que seja contra o grupo que atualmente governa o Brasil."

Antes de deixar o Brasil, Reis tinha como uma de suas atividades um site dedicado a torcedores do São Paulo: o SPFC.net, atualmente administrado por sua irmã. Desde então, também lançou sites dedicados a outros clubes.

Ele afirma que o Plantão Brasil surgiu na época das manifestações de junho de 2013, como uma resposta a "grandes páginas de direita espalhando o ódio".

"O site ultimamente é atualizado apenas por mim e sempre foi por ideologia", acrescenta. "Vi que páginas de direita com muito alcance pregavam ódio à presidente Dilma e a pautas progressistas, mas nenhuma as defendia."

Reis diz que os valores que recebe pela monetização do site são extremamente baixos e não menciona outra fonte de financiamento ou relação com algum tipo de movimento organizado.

Financiamento e polarização

Sem revelar valores, os donos de sites de conteúdo político engajado apontam a monetização por meio de anúncios em redes como Google e Facebook como a principal fonte de financiamento para manter suas páginas.

No entanto, alguns levantamentos já apontaram que grupos políticos também contribuem com recursos que ajudam a manter alguns sites do tipo.

"Ninguém faz isso apenas pela paixão política", avalia Malini. "Existe uma dependência de dinheiro, que é satisfeita por algumas formas de financiamento. Uma são programas que remuneram cliques nos anúncios publicitários nesses sites. Outra são recursos de cota parlamentar." 

"Boa parte desses veículos se sustentam com propaganda de governos, taxas de bancada parlamentar, ou seja, funcionam como uma espécie de agência de propaganda de conteúdo político", acrescenta o professor da Ufes.

Malini também identifica no conteúdo de sites engajados um pano de fundo que faz com que a internet ajude a dar unidade para grupos distintos.

"Toda a guerra em rede tem uma doutrina, um conjunto de temas, narrativas e orientações ideológicas preconcebidas para fazer com que membros que estão em células diferentes, mas que têm interesses comuns, possam se organizar em função dessa doutrina", afirma o pesquisador. "Por isso, você tem várias páginas diferentes parecendo ser da mesma coisa."

Para Pablo Ortellado, da USP, a polarização da sociedade brasileira também contribui para o grande impacto que esses sites conseguem provocar.

"O debate político se converteu em uma guerra de informação, e isso não é responsabilidade só de atores maliciosos fomentando essa guerra", diz Ortellado. "É uma responsabilidade compartilhada entre quem produz esse tipo de conteúdo e o público, que está extremamente polarizado, engajado e difundindo essa produção."

"O compartilhamento direto das páginas é uma fração relativamente pequena do universo geral", acrescenta o pesquisador. "Ele serve para semear, e é a dinâmica polarizada das redes que dá conta de espalhar esse conteúdo."

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