Lula vira alvo de rivais e é lembrado por aliados em debates regionais

Colaboração para o UOL*

  • Márcio Alves/Agência O Globo

    16.ago.2018 - A candidata do PT ao governo do Rio, Márcia Tiburi

    16.ago.2018 - A candidata do PT ao governo do Rio, Márcia Tiburi

Preso em Curitiba desde abril para cumprir pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente da República e candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, teve seu nome citado por rivais e aliados nos sete debates regionais realizados pela Band na noite desta quinta (16).

No encontro entre candidatos ao governo do Rio de Janeiro, por exemplo, a candidata do PT, Márcia Tiburi, usou uma camiseta e um pingente com a imagem do petista. "Lula vai vencer, e eu também", disse Tiburi no final do debate.

No embate entre postulantes ao governo do Distrito Federal, a candidatura Lula, que pode ser barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com base na Lei da Ficha Limpa, foi tema de uma pergunta entre candidatos.

"Lula foi condenado sem prova e sem crime", disse o candidato petista Julio Miragaya antes de perguntar à candidata Fátima Souza (PSOL) se ela era favorável à participação de Lula nas eleições deste ano. "Lula errou porque ficou em más companhias", disse Fátima Souza.

Por ter sido condenado em segunda instância no caso do tríplex em Guarujá (SP), Lula deve ser considerado inelegível. O TSE tem até 17 de setembro para definir a situação. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para sucessão de Michel Temer (MDB).

Nesta sexta (17), no debate promovido pela RedeTV! e pela revista "IstoÉ" com os candidatos a presidente, a organização do programa deixará um púlpito vazio para o ex-presidente. A Justiça vetou sua participação do debate.

Anti-Lula

Em São Paulo, Lula foi alvo de ataques por parte do candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, João Doria. "Candidato do PT, eu gostaria que o senhor me dissesse onde anda Lula. Preso em Curitiba, respondendo um processo, e ficará preso por 12 anos, o primeiro dos processos", disse Doria ao rebater crítica do petista Luiz Marinho.

Já em Minas Gerais, o candidato à reeleição, Fernando Pimentel (PT), repetiu por diversas vezes o bordão "Lula livre" e criticou o Judiciário. "Eu sou partidário, sou defensor do presidente Lula", disse Pimentel.

No Rio Grande do Sul, foi Miguel Rossetto (PT) que defendeu a candidatura Lula ao afirmar que o ex-presidente deve voltar a governar o país.

"Queremos que Lula seja candidato para ajudar as pessoas pobres do Nordeste", afirmou o governador baiano Rui Costa (PT), que tenta se reeleger, durante o encontro entre os candidatos ao governo do quarto maior colégio eleitoral do país.

No debate paranaense, o nome de Lula foi mencionado no início e no final do programa pelo candidato ao governo do estado Dr. Rosinha, que deu "boa noite" ao ex-presidente, seguindo uma rotina realizada diariamente na vigília montada em um terreno ao lado da Superintendência da Polícia Federal, onde Lula está preso. "Força, presidente, que nós vamos vencer em primeiro turno", afirmou.

Palanque para os presidenciáveis

Além de Lula, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro também foi citado em vários encontros. "Os grandes crimes estão saindo de dentro dos presídios, onde não é permitido ter um celular. Vou levar isso para o presidente Jair Bolsonaro", disse o candidato ao governo da Bahia pelo PRTB, João Henrique. O PRTB tem a vice na chapa de Bolsonaro.

No debate paulista, o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, também foi citado diversas vezes. Ele foi governador do estado e tem dois candidatos que o apoiam, Márcio França (PSB), e o tucano João Doria.

*Aliny Gama, Carlos Eduardo Cherem, Carlos Madeiro, Luciano Nagel e Vinicius Boreki

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