'Nem tudo no governo Temer é ruim', diz Bolsonaro sobre possíveis cargos

Gabriel Sabóia e Gustavo Maia

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Gabriel Sabóia/UOL

    O candidato Jair Bolsonaro (PSL) falou com a imprensa neste sábado (20)

    O candidato Jair Bolsonaro (PSL) falou com a imprensa neste sábado (20)

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) não descartou a possibilidade de manter integrantes do governo do presidente Michel Temer (MDB) em caso de vitória na disputa pelo Palácio do Planalto. "O que está dando certo, você tem que continuar. Eu não vou dizer que tudo está errado no governo Temer, né?", disse o candidato neste sábado (20), deixando a possibilidade no ar.

Bolsonaro, no entanto, se negou a citar exemplos de nomes que poderiam ser mantidos. O candidato também afirmou que o Banco Central tem que ter autonomia política e disse que ainda não tem um nome para chefiar o órgão. "Não, isso eu converso com o [economista] Paulo Guedes. Eu prefiro conversar com ele. Melhor do que outro candidato que conversa com presidiário", afirmou.

Sobre a possível permanência do atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, ele voltou a dizer que conversaria com Guedes, recusando-se a responder se seria um bom nome.

As declarações foram dadas pelo presidenciável durante coletiva concedida na casa do empresário Paulo Marinho, aliado e amigo de Bolsonaro. No local, o candidato gravou programas de campanha pela manhã e concedeu entrevistas para veículos de comunicação do Nordeste --onde tenta ganhar parte do eleitorado no segundo turno das eleições.

Ministros

Bolsonaro voltou a dizer que já tem quatro ministros certos para o seu governo e citou o nome do tenente-coronel da aeronáutica Marcos Pontes como uma das pessoas com as quais mantém conversas avançadas --o militar é cotado para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Sobre a pasta, Bolsonaro disse que pretende dissociar as comunicações da ciência e tecnologia. Questionado sobre a possibilidade de agregar as comunicações ao Ministério da Educação, o candidato disse ser simpático à proposta. "Queremos uma imprensa livre, liberdade de imprensa. Pode ser uma boa alternativa", afirmou.

Trump e Mercosul

O candidato do PSL disse ainda que, caso eleito, pretende seguir negociando com os países que compõem o Mercosul e afirmou que não vai encerrar os diálogos com nenhuma das nações integrantes. "Não se pode jogar o Mercosul para o alto. Muito dinheiro foi investido ali. Mas não se pode apenas cumprir interesses ideológicos, como o PT fez nos últimos anos", disse.

O candidato afirmou que o presidente americano, Donald Trump, é uma inspiração para ele em alguns aspectos. "Trump quer a América grande e eu quero Brasil grande. Ele reduziu a carga tributária, e o que aconteceu? As empresas voltaram aos Estados Unidos. Eu gosto do Trump, nunca neguei isso", concluiu.

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