Dilma diz que governo e oposição não devem tirar proveito eleitoral da crise

Paula Laboissière
Da Agência Brasil
Em Brasília (DF)

Ao comentar os reflexos da crise financeira internacional no âmbito político e na sucessão presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou hoje (31) que nem governo nem oposição podem tirar proveito eleitoral da crise.

"O governo não faz isso, ele tem responsabilidade. Se a oposição fizer, vai pagar o ônus, porque ninguém pode apostar que o povo brasileiro não perceba quem está trabalhando pelo bem do país e quem não está. E governo e oposição são obrigados a trabalhar pelo bem do país da mesma forma", disse, após participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia Ministro, nos estúdios da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

  • Valter Campanato/ABr

    Ao enaltecer ontem o Luz para Todos durante a apresentação de balanço das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Dilma Rousseff (Casa Civil) admitiu que o governo federal não conseguirá cumprir neste ano a meta inicial do programa

Sobre a participação nas eleições municipais de 2008, Dilma lembrou que havia tempo que não fazia "uma campanha direta assim" e que o processo eleitoral permitiu à ela uma boa visão do país. "Temos uma característica muito interessante: o nosso povo é alegre e a eleição, dificilmente, não é uma festa. Tem um componente de integração democrática que é muito bom de viver."

A ministra não teme que a conclusão do pleito municipal abra espaço para que ela se torne alvo da oposição. "Não acho que ela tem me tratado mal. Ela me trata como oposição e isso é do jogo."

Dilma negou ainda que o apoio prestado por ela a algumas prefeituras tenha sido planejado como uma alternativa para diminuir resistências a ela dentro do próprio PT. "Não [do processo eleitoral] participei por isso. Participei, porque é uma questão importante para a cidadã e para a ministra que sou."

Para Dilma, uma possível desaceleração na economia brasileira não prejudicará o candidato do partido na disputa presidencial em 2010. "Aqui nós não quebramos", disse, em referência à crise internacional.

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