Empresário da Linknet falta ao primeiro depoimento da CPI da Corrupção do DF

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

O empresário Gilberto Batista Lucena não compareceu na manhã desta quarta-feira (24) à Câmara Legislativa do Distrito Federal para a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Codeplan, conhecida como CPI da Corrupção, que iria ouvir o primeiro depoimento do diretor. Lucena é presidente da Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda., empresa prestadora de serviço de informática do governo do DF.

O empresário foi convocado, mas não foi encontrado para ser notificado pessoalmente por um servidor da Casa. A deputada Eliana Pedrosa (DEM), presidente da CPI, informou que a notificação foi enviada pelo correio, mas também já tinha chegado à residência, à empresa e ao advogado do convocado.

Ao não comparecer à CPI, ficou acordado entre os deputados distritais que o depoimento de Lucena será realizado no dia 5 de abri.

O empresário foi flagrado em um dos vídeos gravados pelo delator da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o ex-Secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.

Em nota, a empresa esclarece “que a Linknet, bem como seu sócio Sr. Gilberto Batista de Lucena, não praticaram qualquer dos atos ilícitos descritos no inquérito 650/DF, que tramita perante o Egrégio Superior Tribunal de Justiça”.

“Esclarecemos também que a Linknet não mantém qualquer vínculo com as empresas Adler, Vertax, Infoeducacional e outras aqui não relacionadas, sendo pífio, mendaz e suscetível de adoção de medidas judiciais qualquer associação que venham a fazer entre a Linknet e referidas empresas, em especial àquelas associações noticiadas na data de 03/12/2009 pela mídia televisiva”, diz o informativo da companhia.

Empresa

A Linknet atua há 25 anos na área de informática e, atualmente, mantém dezenas de contratos com empresas privadas e órgãos da administração pública. Apenas o contrato com o governo do DF tinha valor de R$ 230 milhões.

A empresa alega que ainda não foi liberada a cópia integral das mídias com gravações de áudio e vídeo para que possam se manifestar sobre a veracidade e legalidade das provas - ferindo o direito do empresário do exercício da ampla defesa.

A empresa foi citada em 2007 na Operação Aquarela da Polícia Civil do Distrito Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Dezenove pessoas foram presas, na ocasião, no Distrito Federal, em Goiás, no Paraná e em São Paulo, sob suspeita de participar de uma suposta quadrilha que desviava verbas públicas.

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