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Ex-chefe de gabinete de Perillo fica em silêncio na CPI

Do UOL, em São Paulo*

2012-06-27T12:26:52

2012-06-27T12:39:54

27/06/2012 12h26Atualizada em 27/06/2012 12h39

Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recusou-se a falar aos parlamentares da CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (27). Em razão do rito atual de funcionamento da CPI, Eliane já deixou a sala onde ocorre a reunião, no Senado.

Eliane Pinheiro é acusada de repassar informações sigilosas de operações policiais a políticos goianos. Ela foi flagrada em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal durante as operações Vegas e Monte Carlo e mantinha contatos frequentes com Carlinhos Cachoeira.

As ligações indicam que Eliane recebeu informações sobre investigações da Polícia Federal que beneficiavam políticos ligados a Cachoeira e teria avisado o prefeito do município goiano de Águas Lindas, Geraldo Messias de que a polícia faria uma busca na casa dele.

Sobre sua ex-chefe de gabinete, Perillo afirmou à CPI que ela tratava "apenas de assuntos partidários". "Ela saiu do governo por se sentir constrangida, ela é parente de uma parente de Cachoeira", disse. "Nunca intermediou nada disso."

No último dia 05 de junho, o STF decidiu que ex-assessora de Perillo poderá ficar calada na CPI. O ministro Celso de Mello também garantiu que a gestora não assine nenhum termo de compromisso para falar a verdade e que não seja presa por se recusar a colaborar. O ministro também determinou que ela seja assessorada por seu advogado durante o depoimento na CPMI.

Jornalista diz que Perillo é "ex-amigo"

Em seguida, a CPI ouviu o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni. Ele ofereceu à CPI que investiga o contraventor Carlos Cachoeira a quebra dos sigilos fiscal e bancário dele e da filha. Ele presta depoimento nesta quarta-feira (27) para explicar a acusa o governador de pagar gastos de campanha com dinheiro de Cachoeira. Bordoni acusa o governador de pagar gastos de campanha com dinheiro de Cachoeira.

Ao chegar à comissão, o jornalista se disse vítima de uma campanha de desconstrução “moral e até social” por parte das pessoas que temem o depoimento dele. Acompanhado do seu advogado, ele afirmou que trouxe documentos e que vai abordar, em especial, os assuntos ligados ao “ex-amigo” Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás.

O presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), Jayme Rincón, acusado de receber R$ 600 mil de uma empresa do contraventor, também deveria depor nesta quarta, mas enviou um atestado médico à comissão e não compareceu.

*Com informações de Camila Campanerut, em Brasília, e da Agência Senado

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