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Ana de Hollanda diz que não foi avisada sobre saída do ministério, mas que continua "fã" de Dilma

Marta Suplicy é empossada no Ministério da Cultura pela presidente Dilma Rousseff; ao fundo, a ex-ministra Ana de Hollanda  - Roberto Stuckert Filho/PR
Marta Suplicy é empossada no Ministério da Cultura pela presidente Dilma Rousseff; ao fundo, a ex-ministra Ana de Hollanda Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

13/09/2012 13h38Atualizada em 13/09/2012 13h41

Após a cerimônia de posse de ministra da Cultura para a senadora Marta Suplicy (PT-SP), a cantora e compositora Ana de Hollanda falou com os jornalistas nesta quinta-feira (13). Ela negou que tenha sofrido por falta de apoio durante sua gestão e diz ter compreendido a decisão política da presidente de tirá-la do comando da pasta.

“Ninguém tinha me avisado que eu ia sair, mas eu sempre soube que o convite meu foi um convite muito pessoal da presidenta e eu tenho uma gratidão, uma fidelidade, porque ela que está fazendo acontecer. Se eu sou uma fã dela [de Dilma] no trabalho geral, eu tenho que entender que, se ela precisa, se ela acha que tem que dar o cargo, a pasta para outra pessoa, é inteiramente natural”, afirmou Ana.

“Sempre tive apoio da presidenta. Sempre tive apoio do Planalto como um todo. Às vezes, diziam que não. Posso te garantir que as informações não eram corretas”, completou.

Ao ser questionada sobre as lágrimas que soltou durante o discurso de Dilma Rousseff, Ana de Hollanda disse que foi de “alegria”. “Automaticamente depois que eu deixei de ser ministra, que eu não podia mostrar tanta emoção para vocês [se referindo aos jornalistas], eu posso ser a Ana natural, que sente. Eu estava muito alegre. Chorei de emoção e de alegria. Alegria por tudo que a gente viveu, por tudo, pelo reconhecimento, pelo trabalho que a gente teve. Não foi de tristeza, em nenhum momento foi de tristeza”, afirmou. 

Agora com o maior orçamento da história, o Ministério da Cultura sob a gestão de Marta Suplicy terá quase R$ 3 bilhões para investimentos. Foi justamente a falta de recursos que gerou um mal-estar entre Ana de Hollanda e o governo federal, quando vazou pela imprensa uma carta dela pleiteando recursos à ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

“Esta carta eu tinha combinado com ela [Miriam Belchior]. Porque a área técnica dela trabalha com isso. Fiz todo um dossiê. Não foram queixas, foram demandas mesmo. Na carta, estavam todas as demandas. Isso todos os ministros fazem. Não sou só eu não. É normal, o ministro tem que defender a sua pasta. Mostrar onde estão os problemas. A questão do funcionalismo”, afirmou. “Nós somos praticamente amigas.”

Ana de Hollanda deve retomar os trabalhos como cantora e já tem um show agendado em Brasília, no Sesc Garagem, no dia 4 de outubro, como convidada da cantora Sandra Dualibe.

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