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Política

Oposição critica Dilma; tucano diz que PT não inventou combate à pobreza

Do UOL, em Brasília

19/02/2013 17h07Atualizada em 19/02/2013 18h51

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) criticou, no plenário do Senado, em Brasília, o discurso desta terça-feira (19) da presidente Dilma Rousseff sobre a redução da pobreza no Brasil.

A presidente Dilma Rousseff anunciou a complementação do programa Bolsa Família para incluir 2,5 milhões de beneficiários, que ainda permaneciam em situação de extrema pobreza, a partir de março deste ano. Com a ampliação do plano Brasil Sem Miséria, o governo federal pretende tirar um total de 22 milhões de pessoas da extrema pobreza. Os recursos para a medida somam R$ 733 milhões.

"Agora que acabamos com a miséria visível, temos que ir atrás da miséria invisível", disse Dilma. "Vamos entrar na história como um dos países que, de forma determinada e acelerada, eliminou de seu território a pobreza extrema, a miséria."

Nunes retrucou que a presidente revela um "profundo desconhecimento" da história do Brasil. "É muita presunção imaginar que a luta contra a pobreza começa com a chegada do presidente Lula ao governo."

Ele citou a Constituição de 1988 e o governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que instituiu o Bolsa Escola. "Isso não foi inventado pelo PT", criticou.

Para o senador tucano, o número de miseráveis apresentados durante os governos de Lula e de sua sucessora “aumenta e diminui ao sabor dos governos do PT”.

“Hoje, parece que voltamos às estatísticas anteriores à chegada do governo do presidente Lula. A presidente afirmou que Lula tirou 36 milhões [da linha de extrema pobreza], e agora ela (...) deseja ir além, quer encontrar mais 2,5 milhões, que somados aos 19,5 milhões que ela mesma teria retirado da pobreza dá 58 milhões de pessoas que se encontrariam, segundo as diferentes versões do PT, em condições de extrema pobreza”, afirmou o senador paulista. 

O Ministério do Desenvolvimento Social foi procurado para explicar a diferença dos números dos dois governos petistas, mas ainda não se manifestou.

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), fez também uma rápida manifestação no plenário do Senado sobre o anúncio da presidente. Maia advertiu sobre a possibilidade de os programas assistenciais do governo federal resultarem em um acomodação da população que poderia se “habituar a receber favores do governo”.  “Com o lançamento de mais 2,5 milhões de alistados, é uma coisa muito boa por um lado e muito perigosa por outro, porque eu temo que essa massa de população muito pobre que está deixando de ser pobre se habitue aos favores do governo, que eu não sei até quando poderão ser concedidos, e percam o estímulo”, afirmou.
 

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