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Política

Dilma critica "capa de pessimismo", mas diz que população tem direito de se indignar

Do UOL, em Brasília

06/09/2013 20h36Atualizada em 06/09/2013 21h01

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (6), véspera do feriado da Independência no Brasil, a presidente Dilma Rousseff fez um balanço dos cinco pactos que propôs em resposta aos protestos que tomaram as ruas do país em junho. 

"Eu sei tanto quanto vocês que ainda há muito a ser feito. O governo deve ter humildade e autocrítica para admitir que existe um Brasil com problemas urgentes a vencer", admitiu. "E a população tem todo o direito de se indignar com o que existe de errado e cobrar mudanças, mas há, igualmente, um Brasil de grandes resultados, que não podemos deixar de enxergar e reconhecer", afirmou a presidente.

Para o Sete de Setembro, também estão previstos protestos em todas as capitais.

No entanto, a presidente criticou os pessimistas. "Não podemos aceitar que uma capa de pessimismo cubra tudo e ofusque o mais importante: o Brasil avançou como nunca nos últimos anos. Infelizmente, ainda somos um país com serviços públicos de baixa qualidade e estamos aprofundando os cincos pactos para acelerar melhorias na saúde, na educação e no transporte."

Dilma fez um breve resumo dos cinco pactos propostos por ela há quase três meses.  "Estamos aprofundando os cincos pactos para acelerar melhorias na saúde, na educação e no transporte. E para aperfeiçoar nossa política e nossa economia. O pacto da educação já garantiu 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para educação. Esse será um dos maiores legados do nosso governo às gerações presentes e futuras e vai trazer benefícios permanentes à população brasileira por um período mínimo de 50 anos", declarou.

"Já o pacto do transporte público vai significar, no curto e médio prazo, obras e projetos capazes de melhorar a mobilidade e o transporte coletivo nas nossas maiores cidades", afirmou.

Sobre o pacto da reforma política, que vem enfrentando dificuldades de tramitação no Congresso Nacional, a presidente disse que ele "acaba de dar um bom passo, com a proposta de decreto legislativo para a realização do plebiscito". 

Porém, entre os pactos anunciados por ela, o que recebeu mais atenção no pronunciamento foi o pacto da área da saúde, em que Dilma criou o programa Mais Médicos, que tem sido alvo de críticas por entidades da classe médica nacional. "A vinda de médicos estrangeiros, que estão ocupando apenas as vagas que não interessam e não são preenchidas por brasileiros, não é uma decisão contra os médicos nacionais. É uma decisão a favor da saúde. O Brasil deve muito a seus médicos. O Brasil deve muito à sua medicina. Mas o país ainda tem uma grande dívida com a saúde pública", defendeu a presidente.

Sobre a economia, segundo Dilma, "apesar da delicada conjuntura internacional, nossa economia continua firme e superando desafios". Ela citou o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2013 como "prova contundente" do bom desempenho econômico. "No segundo trimestre, fomos uma das economias que mais cresceu no mundo, superando os maiores países ricos, entre eles os Estados Unidos e a Alemanha. Ultrapassamos a maioria dos emergentes e deixamos para trás países que vinham se destacando, como México e Coreia do Sul."

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