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Dilma critica "campanha negativa" e diz que nada vai destruir Petrobras

Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff participa da cerimônia alusiva à viagem inaugural do navio Dragão do Mar e do batismo do navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca, Pernambuco Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR

Carlos Madeiro

Do UOL, em Ipojuca (PE)

2014-04-14T13:41:35

2014-04-14T17:55:00

14/04/2014 13h41Atualizada em 14/04/2014 17h55

Em discurso em Ipojuca (PE) nesta segunda-feira (14), a presidente Dilma Rousseff  defendeu a Petrobras das denúncias, criticou a "campanha negativa" que, segundo ela, estaria sendo feita contra a estatal, e afirmou que atos pontuais não vão destruir a empresa.

“Vocês [trabalhadores da Petrobras] são de fato vencedores. Fazem parte de uma empresa vencedora. Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir isso no nosso país. Nós sabemos que é a maior e mais bem sucedida desse país. Esse título deve-se ao apoio ao povo brasileiro, que sempre lutou e se orgulha da Petrobras”, disse.

A Petrobras é alvo de denúncias e de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pode ser instalada no Congresso ainda nesta semana.

Dilma afirmou ainda que a empresa já é investigada por órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) e Polícia Federal e defendeu uma apuração rigorosa de "malfeitos". “Mais que uma empresa, a Petrobras é um símbolo da luta do nosso povo, da afirmação do nosso país, e um dos maiores patrimônios de cada um dos 200 milhões de brasileiros. Por isso, a Petrobras jamais vai se confundir com qualquer malfeito, ato corrupção ou qualquer ação indevida, que quaisquer pessoas, das mais às menos graduadas. Nós estamos com determinação aqui nos comprometendo a cada dia que passar vai ser apurado com o máximo de rigor."

Em crítica velada à oposição, Dilma diz que há pessoas "trabalhando contra" e colocando "armadilhas" para a estatal. "Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem este país, que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa, a nossa empresa-mãe, ou para tentar confundir quem de fato trabalha a favor e quem trabalha contra a Petrobras. A história da Petrobras e da exploração do petróleo em nosso país, aqui no Brasil, ela tem sido cercada de muitos desafios, ela tem sido cercada de confusões, e até mesmo de armadilhas.”

A presidente ainda disse que os governos petistas, dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentaram os índices de produtividade da empresa. “Está errado dizer que a Petrobras está perdendo valor comercial. Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem a realidade do mercado mundial de petróleo. Em 2003, ela valia R$ 15,5 bilhões e hoje o valor chega a R$ 98 bilhões. Nós multiplicamos por seis o lucro líquido, que passou de R$ 8,1 bilhões para R$ 23,6 bilhões”, assegurou. A presidente não citou quem estaria manipulando os dados.

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Sem apontar nomes, Dilma fez críticas também às tentativas de privatização da empresa em governos anteriores. "Lá no início, chegaram dizer que não tínhamos petróleo, que não havia petróleo no Brasil. Ironicamente, anos depois, diziam que havia petróleo demais, riqueza demais e que, por isso, toda essa riqueza não podia ficar nas mãos de uma empresa pública, ou seja, nas mãos do povo brasileiro. De forma muito sorrateira, prepararam todo um processo que, se não interrompido, acabaria por conduzi-la fatalmente a mãos privadas. De tão requintado esse processo, chegou a fazer parte desse processo até a troca do nome, que seria Petrobrax, sonegando à Petrobras a sílaba que é a nossa identidade e a nossa nacionalidade, bras de Brasil."

Ao encerrar o discurso, Dilma criticou a "campanha negativa" sobre a estatal. “Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, defenderei em qualquer circunstâncias e com todas as minhas forças a Petrobras. Vou combater todo tipo de malfeito, tráfico de influência, corrupção, ou ilícito de qualquer espécie. Mas não ouvirei calada a campanha negativa que  quer, por proveito político, ferir a imagem dessa empresa. A Petrobras é maior que qualquer um de nós. Ela tem o tamanho do Brasil”, disse, ao fim do discurso, sendo aplaudida pelos operários, que cantaram o coro “olê, olê, olê, ola. Dilma, Dilma”.

Viagem inaugural

Em Pernambuco, a presidente participa da cerimônia alusiva à viagem inaugural do navio Dragão do Mar e do batismo do navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul. À tarde, no mesmo momento em que Eduardo lança pré-candidatura, Dilma vai a Serra Talhada (a 413 km do Recife) para inaugurar a 1ª etapa e a ordem de serviço da 2ª etapa da Adutora Pajeú e para o lançamento do edital do Ramal do Agreste.

A solenidade acontece no Complexo Portuário de de Suape, que ganhou destaque no noticiário político nos últimos dias por ter sido incluído pelo Senado na ampla CPI da Petrobras.

Dilma ainda defendeu a presidente de Petrobras, Graça Foster, que deve ser ouvida no Senado amanhã. “No início do governo Lula, eu ministra e ela, secretária nacional de Petroleo e Gás, ela comigo iniciou esse projeto de conteúdo local. Deu muito de seu esforço para que se tornasse realidade. Cumprimento ela de forma toda especial”, afirmou.

Em seu discurso no mesmo evento Foster também saiu em defesa da estatal disse aos trabalhadores de Ipojuca que precisa da "energia" deles. "Acreditamos na Petrobras, acreditamos na Petrobras mil vezes, e certamente amamos o nosso país. Nesse momento, preciso muito da energia de todos vocês", afirmou ao encerrar o discurso.


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