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Preciso muito da energia de vocês, diz Graça Foster em cerimônia em PE

Carlos Madeiro

Do UOL, em Ipojuca (PE)

14/04/2014 12h57Atualizada em 14/04/2014 14h24

A presidente da Petrobras, Graça Foster, aproveitou a visita ao Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca (Região Metropolitana do Recife) nesta segunda-feira (14), para pedir “força” aos funcionários da indústria naval.

A Petrobras é alvo de denúncias e de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pode ser instalada no Congresso nesta semana. Nesta terça-feira (15), Foster deverá ir a uma audiência pública no Senado dar explicações.

“Acreditamos na Petrobras, acreditamos na Petrobras mil vezes, e certamente amamos o nosso país. Nesse momento, preciso muito da energia de todos vocês”, afirmou ao encerrar o discurso.

Em Pernambuco, Foster, ao lado da presidente Dilma Rousseff, participa da cerimônia alusiva à viagem inaugural do navio Dragão do Mar e do batismo do navio Henrique Dias, no estaleiro Atlântico Sul.

Na saída, a presidente da Petrobras não quis falar com os jornalistas, que a abordaram para perguntar sobre que tipo de força os trabalhadores da empresa poderiam dar.

Foster foi muito aplaudida quando foi anunciada pela plateia, formada por trabalhadores do estaleiro Atlântico Sul. Mais cedo, os funcionários exibiram uma faixa com os dizeres: “Dilma, conte conosco.”

A presidente da Petrobras ainda aproveitou para defender a retomada indústria naval e a extração de petróleo.

“A gente pega o jornal e tem muitas noticias boas. E uma me chamou a atenção, no dia 10 de abril. Peguei a revista 'Portos e Navios' e vi uma matéria interessante que chamava 'enxurrada de contratos', das grandes contratações que a Petrobras tem feito. Hoje temos o orgulho de falar a vocês, que de 2013 a 2020, 100 bilhões de dólares já estão comprometidos com a indústria naval off share, 70% fazem parte da indústria nacional”, disse.

“Vamos produzir mais petróleo. Serão 3,2 milhões de barris por dia, e isso já está contratado. Temos maior reserva de que avaliamos na época de partir para aquele bloco, aquela locação”, afirmou.

O que a CPI da Petrobras investiga

  • Renato Costa/Frame/Folhapress

    Políticos teriam recebido propina

    Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, fez acordo de delação premiada com a PF, o que possibilitaria uma redução de sua pena em caso de condenação. Em depoimentos, ele cita, segundo a revista "Veja", ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro e pelo menos 3 partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina

  • Divulgação/Petrobras

    Compra de refinaria em Pasadena

    A aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA, é investigada por diversos órgãos sob suspeita de ter causado prejuízo milionário. A presidente Dilma Rousseff, que em 2006 presidia o Conselho Administrativo, justificou ter dado o seu aval com base em parecer "falho". Reportagem de "O Globo" revelou que foi feito saque sem registro contábil.

  • Divulgação

    Compra de refinaria no Japão

    Outro negócio controverso foi a aquisição de uma refinaria no Japão, em 2008. A Nansei teve 87,5% de seu controle adquirido pela Petrobras. Técnicos da estatal indicavam que a refinaria só seria rentável se dobrasse sua capacidade de produção. Restrições ambientais impediram a ampliação. Documentos mostram que a diretoria da empresa omitiu riscos em parecer.

  • Bruno Stuckert/Folhapress

    Apurações do TCU

    Baseando-se em decreto de 1998, a Petrobras vinha realizando contratações de forma mais simples que a determinada pela Lei de Licitações. O TCU (Tribunal de Contas da União) começou a emitir decisões obrigando a empresa a seguir as regras da lei. A estatal obteve liminares do STF (Supremo Tribunal Federal) que frearam 19 investigações do TCU contra supostas irregularidades em contratos.

  • Roberto Stuckert Filho/PR

    Loteamento político

    Críticos do governo afirmam que a Petrobras sofre com perdas impostas pela ingerência política sobre a companhia. A distribuição de cargos a aliados impactaria a maneira como decisões são tomadas. Documento obtido pela Folha mostra que um negócio bilionário fechado em 2013 pode ter sido afetado pela troca de um diretor indicado pelo PMDB realizada pela presidente Dilma Rousseff.

  • Daniel Marenco/Folhapress

    Operação Lava Jato

    A operação Lava Jato da Polícia Federal prendeu em março um ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, por tentar destruir provas e documentos que o envolviam em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 10 bilhões. Em abril, ele se tornou réu numa ação penal sob acusação de ter desviado recursos públicos da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco.

  • Renzo Gostoli/Bloomberg

    Suspeita de propina de holandesa

    A SBM, empresa com sede na Holanda, é suspeita de ter pagado propina a funcionários da estatal brasileira para conseguir contratos de locação de plataformas petrolíferas entre os anos de 2005 e 2012. Deputados da comissão criada na Câmara para investigar as denúncias pretendem recorrer ao STF para ter acesso às informações da sindicância realizada pela CGU (Controladoria-Geral da União).

  • Ariana Cubillos/AP

    Petrobras perdoou calote da Venezuela

    Segundo o jornal "O Estado de S.Paulo", documentos mostram que Petrobras abriu mão de penalidades que exigiriam da Venezuela o pagamento de uma dívida feita pelo Brasil para o projeto e o começo das obras na refinaria Abreu Lima, em PE. O acordo feito entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez deixou o Brasil com a missão de garantir, sozinho, investimentos US$ 20 bi.

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