Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Lula diz que, se tudo der certo, assume Casa Civil na quinta

Do UOL, em Brasília

  • Divulgação/Twitter PT Brasil

    O Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em ato contra o impeachment em Fortaleza

    O Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em ato contra o impeachment em Fortaleza

Em um ato organizado pelo PT e por centrais sindicais em Fortaleza neste sábado (2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que espera assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil na próxima quinta (7). "Se tudo der certo, e a Suprema Corte aprovar, quinta-feira eu estarei assumindo um ministério no governo Dilma", afirmou.

A nomeação de Lula no ministério foi barrada por decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, que entendeu que o ato poderia ser uma tentativa de atrapalhar o andamento das investigações contra o ex-presidente. Lula é um dos alvos da Operação Lava Jato

Ao se tornar ministro, a investigação contra Lula deixa a Justiça Federal do Paraná e passa a ser feita pelo STF. A decisão de Mendes ainda precisa ser julgada pelo plenário do STF.

Na última quinta, os ministros do Supremo já decidiram que as interceptações telefônicas autorizadas no âmbito da Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, que envolvem Lula e a presidente Dilma Rousseff, devem ser avaliadas pelo STF. A decisão, no entanto, não tem influência direta sobre a decisão sobre a posse de Lula na Casa Civil.

Lula critica Temer e fala em golpe

Lula também criticou o vice-presidente Michel Temer. 

"Eu perdi muitas eleições. E eu quero que ele aprenda sobre as eleições. O Temer é um professor de direito e sabe que o que estão fazendo é um golpe. E isso, ele sabe que vão cobrar é dos dos filhos dele, é do neto dele amanhã. Porque a forma mais vergonhosa de chegar ao poder é tentar derrubar um mandato legal", disse.

Na defesa do governo contra o impeachment de Dilma, Lula voltou a falar que a presidente não cometeu crime de responsabilidade.

"Ninguém aqui é contra o Impeachment que está na Constituição. Mas, para ter impeachment, tem que ter base legal. Tem que ter crime de responsabilidade. E a companheira Dilma e seu governo não cometeram nenhum crime de responsabilidade", disse Lula.

"Por isso defender o impeachment é ser golpista neste instante nesse país", afirmou.

Lula chama médica de "fascista"

Lula também criticou a médica pediatra Maria Dolores Bressan, que teria se recusado a atender um paciente porque a mãe da criança, Ariane Leitão, é ligada ao PT.

"Vocês viram que no Rio Grande do Sul uma médica fascista não quis atender uma criança porque a mãe era petista. Nós estamos chegando a esse ponto. E esse ponto é um ódio disseminado por eles", disse em seu discurso.

Ele também falou sobre o outdoor instalado em Fortaleza pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, que mostra diversas panelas e a frase: "Lula, é assim que os médicos do Ceará recebem você. Menos tríplex e sítios. Mais saúde". 

"O dinheiro que essas pessoas gastaram com outdoor para falar de mim. Deveriam ter vergonha na cara de fazer outdoor pelo que eu fiz pelo Nordeste brasileiro e pelo que eu fiz pelo Ceará", disse Lula.

"Lula, me liga, me chama de querida"

Desde às 10h o público se reunia na Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza, aguardando o ex-presidente, mesmo debaixo de chuva.

"Não vai ter golpe", "olê, olê, olá, Lula, Lula", "Lula guerreiro do povo brasileiro" e "Lula, me liga, me chama de querida" foram algumas das palavras de ordem gritadas pelo público.

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