Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Presidente do PT fala em "golpe contra a democracia" e promete mobilização da esquerda

Do UOL, em São Paulo

  • Marcio Ribeiro/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

    No Facebook, Rui Falcão disse que "elites pisoteiam o voto popular"

    No Facebook, Rui Falcão disse que "elites pisoteiam o voto popular"

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou como "continuidade do golpe contra a democracia e a Constituição" a votação favorável ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizada entre quarta e quinta-feira no Senado. Com a decisão, Dilma foi afastada do cargo por até 180 dias; Michel Temer, o vice, assume a Presidência interinamente.

Segundo Falcão, "as elites pisoteiam o voto popular, abrindo caminho para a imposição de um governo ilegítimo". "O país está sendo tomado de assalto pelos piores expoentes das oligarquias do poder, da mídia monopolizada e da plutocracia. Incapazes de vencer nas urnas, recorrem à farsa institucional para derrubar uma governante eleita pela maioria do povo brasileiro e que não cometeu qualquer crime", escreveu no Facebook.

Ao longo do texto publicado, Rui Falcão critica ainda "as forças da infâmia, da traição e do golpismo". Além disso, prometeu mobilização ao lado de setores da esquerda e se disse seguro "de que os trabalhadores do campo e da cidade, os intelectuais progressistas, a juventude e as mulheres continuarão a cumprir seu papel de vanguarda na resistência pela legalidade".

"Nossa mobilização, plural e unitária, vai muito além do apoio ao governo liderado por nosso partido. Acima de tudo, defendemos a ordem democrática e repudiamos o programa dos golpistas, que planejam arrochar salários; reverter a política de reajustes do salário-mínimo; mexer com os direitos dos aposentados; anular vinculações constitucionais da saúde e da educação --enfim um programa regressivo, antipopular e antinacional", disse Falcão.

"Não descansaremos um só minuto até que a presidenta de todos os brasileiros, sufragada em eleições livres e diretas, retorne ao comando do Estado, como é a vontade soberana e constitucional do povo brasileiro", completou.

O Senado afastou Dilma da Presidência. O que acontece agora?

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