Operação Lava Jato

Presidente do Conselho de Ética é alvo de representação e vê "manobra"

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Antonio Augusto - 15.dez.2015 / Câmara dos Deputados

    O deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética

    O deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou nesta terça-feira (31) que ele foi alvo de uma representação na Corregedoria da Câmara, no que ele classificou como "mais uma manobra em curso" para tentar afastar deputados do conselho favoráveis à cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Se a representação for aceita, Araújo deve se afastar do Conselho de Ética.

Segundo o presidente do conselho, a representação foi apresentada por adversários políticos de sua base eleitoral no interior da Bahia. O deputado afirmou ter informações de que os denunciantes foram levados à Corregedoria por "assessor da Presidência da Câmara".

A denúncia acusa Araújo de ter recebido repasses irregulares de um deputado.

"Nós acreditamos que ele [Cunha] continua manejando seus tentáculos dentro dessa Casa. E nós não vamos ser intimidados", disse Araújo.

A representação contra Araújo traz denúncias de que ele teria feito repasses irregulares a vereadores de Juazeiro (BA) e utilizado um laranja na compra de um terreno, além de ter atentado contra a imagem de um prefeito do interior baiano em pronunciamento numa rádio local.

Araújo convocou a imprensa para receber a intimação da Corregedoria sobre a representação contra ele. Ele nega as acusações e diz "não haver provas" contra ele.

O UOL entrou em contato com a assessoria de Eduardo Cunha, que enviou a seguinte declaração: "Estou afastado e esse ato não é meu. Assim como desconheço as razões das representações, não conheço os seus supostos adversários políticos. Ao invés de procurar culpados, deveria responder aos fatos denunciados".

Relator entrega parecer

O parecer final no processo contra Cunha no Conselho de Ética foi entregue na manhã desta terça-feira (31) pelo relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO).

A conclusão de Rogério sobre as acusações contra o peemedebista, como a eventual punição que será pedida ao conselho, serão mantidas em sigilo até a leitura do parecer em reunião da comissão que ainda será marcada.

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