Paulista é palco de protestos de mulheres e do MTST

Do UOL, em São Paulo*

  • Guilherme Azevedo/ UOL

    Manifestantes participam do ato "Por todas Elas", contra a cultura do estupro e a violência praticada contra as mulheres

    Manifestantes participam do ato "Por todas Elas", contra a cultura do estupro e a violência praticada contra as mulheres

Lugar de recorrentes manifestações realizadas em São Paulo, a avenida Paulista foi palco de dois protestos nesta quarta-feira (1º): o primeiro promovido pelo MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto), que resultou em confronto com a Polícia Militar e seis manifestantes detidos. Já o segundo, o ato "Todos Por Elas", reuniu mulheres que protestaram contra o machismo e violência sexual.

Em determinado momento, no início da noite, os dois protestos aconteceram simultaneamente no trecho da Paulista com a Rua Augusta, mas não chegaram a interagir.

A primeira manifestação acontecia desde a manhã e culminou com a ocupação da Secretaria da Presidência da República. Durante a tarde, em dois momentos, policiais militares soltaram bombas contra os manifestantes, alegando que eles fecharam a avenida. 

Já a manifestação das mulheres se concentrava em frente ao Masp (Museu de Artes de São Paulo) por volta das 17h. Em determinado momento, elas decidiram caminhar em direção à praça Franklin Roosevelt. Assim que começaram a caminhada a PM fechou a avenida. 

A estimativa inicial era de que o percurso fosse feito pela rua da Consolação, mas com o confronto ocorrido mais cedo entre PMs e integrantes do movimento sem-teto na região, o trajeto foi transferido para a Rua Augusta.

Mulheres fecham avenida Paulista em protesto contra violência sexual

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Logo na linha de frente do ato, manifestantes fizeram um cordão de isolamento para mulheres com bebês e crianças, presentes em grande número no evento. "Fui vítima de abuso sexual na infância e na idade adulta e quero que meu filho veja a mãe lutar contra esse abuso. Acho que essa participação dele desde cedo vai fazer com que ele crie empatia pelo que passamos", diz a educadora Natasha Orestes, de 30 anos, que foi ao ato com o filho Théo, de 3 anos.

Ao UOL, a estudante Julia Cerantola, 15, afirmou que participava da marcha para lutar pelo direito das mulheres. "Não é normal um estupro a cada 11 minutos no Brasil", disse.

(*Com informação do Estadão Conteúdo)

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