Veja o que Marcela Temer falou em seu discurso de estreia como primeira-dama

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

Em sua primeira fala pública desde que se tornou primeira-dama, Marcela Temer disse se sentir feliz por poder "colaborar com causas sociais". Ela fez um breve discurso no lançamento do programa Criança Feliz, na manhã desta quarta-feira (5), em evento no Palácio do Planalto.

Pedro Ladeira/Folhapress
Marcela Temer faz seu primeiro discurso desde virou primeira-dama

Marcela, que será uma espécie de embaixadora do programa em caráter voluntário, leu um texto ao longo de três minutos durante a cerimônia. Ao final de sua fala, ganhou um beijo no rosto do presidente Michel Temer.

"Quem ajuda os outros, muda histórias de vida. Por isso, fico feliz por colaborar com causas sociais do nosso país", afirmou Marcela, ao iniciar sua fala. "Cada brasileiro, cada brasileira, importa, desde a gestação, para desenvolver o Brasil."

"O momento mais importante para as habilidades humanas é o dos primeiros meses de vida. Esse sentimento os guiará por toda a vida. Cada dia que conversamos com nossos filhos pequenos, carregamos nos braços e cantamos uma canção de ninar, estamos ajudando em seu desenvolvimento", afirmou Marcela, que é mãe do filho caçula do presidente.

A primeira-dama foi bastante aplaudida pelo público de convidados pelo governo, que encheu as cadeiras do hall monumental do Palácio do Planalto, onde normalmente são realizados eventos do tipo.

O que nós mães percebemos instintivamente tem sido comprovado pela ciência. Nós, pais, cuidadores, influenciamos de forma decisiva a criança nos seus primeiros anos de vida.

Na cerimônia, Temer afirmou que a escolha de Marcela como embaixadora visa "incentivar" as mulheres do país a aderir ao programa.

"Devo dizer que a presença da Marcela como embaixadora visa exatamente incentivar as senhoras mulheres do país, autoridades. Seguramente Marcela um dia vai convidar as senhoras primeiras-damas e as senhoras prefeitas municipais para estarem todas aqui em Brasília. Para que não fique apenas como um programa da União, mas que seja de toda a Federação, portanto, da União e igualmente de todos os Estados", disse o presidente.

Marcela é um incentivo às senhoras mulheres do país, diz Temer

"Primeira-dama não vai ter nenhuma função executiva"

Participaram do lançamento do programa o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, pasta à qual o Criança Feliz está vinculado, e os ministros Mendonça Filho (Educação) e Alexandre de Moraes (Justiça).

Osmar Terra disse que Marcela vai atuar em atividades de divulgação do programa. "A primeira-dama não vai ter nenhuma função executiva, não vai ter gabinete. Vai colaborar voluntariamente com a divulgação do programa", disse.

"Ela vai participar de mobilizações, fazer palestras para setores específicos. Vai ser importante porque ela é a primeira-dama do país. Isso reforça a ideia da importância que o presidente Temer está dando ao programa", afirmou o ministro.

O alvo do programa é dar assistência de saúde a crianças de até quatro anos de idade por meio de visitas semanais de técnicos contratados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

O projeto do Orçamento de 2017, ainda em tramitação no Congresso, prevê R$ 300 milhões para o programa no próximo ano, com a meta de atender 700 mil crianças.

Hoje, há cerca de 3,5 milhões de crianças de zero a quatro anos nas famílias inscritas no Bolsa Família. Osmar Terra afirmou que a meta do programa é atender cerca de 4 milhões de crianças até 2018, último ano do governo Temer. O cálculo inclui crianças nascidas nos próximos anos.

A participação dos municípios e dos Estados no programa será feita por meio de adesão. Este ano, segundo o governo federal, nove Estados e 95 cidades, onde já existem programas locais semelhantes, vão participar do Criança Feliz.

Os Estados que firmaram a parceria são Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O programa coordenará ações nas áreas de saúde, assistência social, educação, justiça e cultura, e incluirá visitas semanais de técnicos às casas das famílias atendidas.

Primeiras-damas no governo

Moacyr Lopes Junior-Folha Imagem
Ruth Cardoso presidiu o Comunidade Solidária

No Brasil, tem sido comum na história recente mulheres de presidentes exercerem funções ligadas a programas sociais.

A exceção na história recente do país, após o fim da ditadura militar (1985-1964), foi Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT), que não chegou a exercer nenhum cargo ou função ligado ao governo.

A ex-mulher de Fernando Henrique Cardoso, a antropóloga Ruth Cardoso (1930-2008), que criticava o título de primeira-dama, esteve à frente do programa Comunidade Solidária, responsável por coordenar as ações de política social do governo federal.

15.03.1990 - Juan Esteves/Folhapress
O ex-presidente Collor e Rosane, que eram casados na época

No governo do ex-presidente Fernando Collor, a primeira-dama Rosane Collor presidiu a LBA (Legião Brasileira de Assistência), que atuava com políticas de assistência social do governo.

A LBA, extinta no governo FHC, foi em 1942 no governo de Getúlio Vargas e chegou a ser presidida pela então primeira-dama, Darcy Vargas.

A mulher do ex-presidente Fernando Sarney, Marly Sarney, também presidiu a LBA.

Já Itamar Franco, quando assumiu a Presidência após o impeachment de Collor, era divorciado.

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