Em protesto contra a PEC, estudantes e PMs entram em confronto em Florianópolis

Aline Torres

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

  • Aline Torres/UOL

    Manifestantes ocupam parte do centro histórico de Florianópolis para protestar contra a PEC 241

    Manifestantes ocupam parte do centro histórico de Florianópolis para protestar contra a PEC 241

Estudantes e policiais militares entraram em confronto na noite desta segunda-feira (10) em Florianópolis (SC). A manifestação foi convocada pelo coletivo Ocupa a Ponte para protestar contra a votação - e posterior aprovação em primeira sessão - da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241. Em São Paulo, estudantes ocuparam no início da noite o escritório da Presidência da República na cidade, na avenida Paulista.

O ato começou às 18h no Largo da Alfândega, no centro histórico da capital catarinense, de forma pacifica. Segundo os organizadores, eram mil os manifestantes. A PM não divulgou estimativa de público.

Quando o grupo decidiu caminhar até a ponte Colombo Salles, os policiais tentaram impedir, inclusive usando a cavalaria. Como houve resistência, a PM usou balas de borracha, bombas de efeito e spray de pimenta para dispersar os estudantes.

Pelo menos uma pessoa ficou ferida no rosto e foi encaminha ao hospital Celso Ramos. Outras cinco pessoas teriam sido atingidas, segundo a organização do Ocupa Minc SC - outro coletivo que ajudou a organizar o protesto. Nem a PM e nem a Secretaria de Segurança de Santa Catarina confirmam os outros cinco feridos.

Algumas pessoas, assim que os policiais militares agiram para impedir o avanço dos manifestantes, revidaram atirando pedras.

O Comando Geral da Polícia Militar informou apenas que quatro policiais se machucaram no confronto e que três manifestantes foram detidos. Sobre o início do confronto, o órgão informou que não irá se manifestar até que as investigações sejam concluídas.

Na dispersão do grupo de manifestantes, houve outra tentativa de ocupar outro local - foi no elevado do Terminal Rita Maria. Entretanto, também ali a PM impediu o acesso com 30 soldados montados e alguns carros de polícia. Balas de borracha foram disparadas nas proximidades da avenida Paulo Fontes.

"Eu acompanho todas as manifestações e posso dizer que pela primeira vez a PM tocou bomba nos manifestantes que estavam longe do confronto. Foi violento. Tínhamos que correr no meio de uma nuvem de gás de pimenta, ouvindo barulhos de tiros. Foi assustador", contou o sociólogo Nuno Nunes, um dos participantes do protesto.

Com o fracasso da segunda tentativa de ocupação, os manifestantes finalmente foram embora por volta de 21h30.

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