Operação Lava Jato

Cunha recebe visita de mulher e filhos na carceragem da PF

Janaina Garcia

Do UOL, em Curitiba

  • Rodrigo Félix/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Filhos de Cunha chegam à sede da PF carregando malas

    Filhos de Cunha chegam à sede da PF carregando malas

A família do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) compareceu em peso à sede da Polícia Federal em Curitiba, nesta quarta-feira (26), dia de visitas aos presos. Hoje faz uma semana que o peemedebista está detido por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Participam da visita os quatro filhos de Cunha e sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, a única que já o havia visitado na semana passada.

Os filhos --Danielle Dytz Cunha, Camilla Dytz Cunha, Bárbara Cunha e Felipe Dytz Cunha --entraram primeiro carregando malas. Depois Cláudia, sem malas, entrou "escoltada" por um guarda-chuva aberto por um advogado. Bárbara é a única filha do casal, os outros três são filhos do primeiro casamento de Cunha.

O grupo chegou por volta de 8h. Os filhos saíram às 11h15 sem falar com a imprensa. Eles deixaram o local em dois táxis. Cláudia permaneceu na PF e saiu 15 minutos depois, também sem dar declarações. Ao entrar no taxi deixou o sapato cair.

Cláudia Cruz volta a visitar Cunha na sede da PF

Para os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, há evidências de que três filhos (Danielle, Camilla e Felipe) participaram de uma "série de fatos criminosos graves" como o recebimento de propinas e lavagem de dinheiro.

Na última sexta, Claudia visitou o marido longe de fotógrafos e de populares --que sequer a reconheceram na passagem pelo saguão da PF, no bairro de Santa Cândida.

Na ocasião, a assessoria da PF informou que foi aberta visita porque, na quarta-feira em que Cunha foi preso, não deu tempo de ele receber visitas.

Hoje, porém, era grande o movimento de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres, mas nenhum manifestante apareceu até as 10h30.

No dia seguinte à prisão, o advogado Marlus Arns, que defende Claudia --também ré na Lava Jato --e Cunha, havia dito a jornalistas que a família do peemedebista não o visitaria em Curitiba a fim de evitar contato e desgaste com eventuais manifestantes.

Além de Cunha, há outros 11 presos da Operação Lava Jato na sede da PF em Curitiba. Na mesma ala do peemedebista, por exemplo, está o ex-ministro Antônio Palocci, que também recebeu visitas de familiares hoje. Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, e o doleiro Alberto Yousseff, ambos presos no local, também foram visitados.

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