'Ninguém tolera mais o mal da corrupção', diz novo presidente do TCU

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter/Michel Temer

    Temer acompanhou a posse de Carreiro (à dir.), que sucedeu Aroldo Cedraz (centro)

    Temer acompanhou a posse de Carreiro (à dir.), que sucedeu Aroldo Cedraz (centro)

O novo presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), o ministro Raimundo Carreiro, ressaltou, em pronunciamento durante sua posse, que, "no momento de crise, a sociedade questiona a todo momento o poder público e suas instituições". "Ninguém tolera mais o mal da corrupção", disse Carreiro, pontuando que o tema é sensível para a sociedade.

O ministro tomou posse da presidência do órgão em cerimônia na sede do TCU, em Brasília, nesta quarta-feira (14). Estiveram presentes no evento o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB). Nenhum dos dois, porém, discursou. Ambos foram citados por delator da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

Carreiro também tem seu nome envolvido na Lava Jato por suposto recebimento de propina. Ele foi citado em depoimentos de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, como possível beneficiário de R$ 1 milhão supostamente entregue ao advogado Tiago Cedraz, filho do atual presidente do TCU, Aroldo Cedraz, para influenciar decisão em processo que tratava das obras da usina de Angra 3. Carreiro, Aroldo e Tiago Cedraz negam qualquer envolvimento em irregularidades.

Conjunto

Para atuar no combate à corrupção, Carreiro disse que pretende "interagir, intensificar e atuar em conjunto com os órgãos da rede de controle", o que permitirá "ações coordenadas". "Como consequência, o cidadão poderá ver a boa destinação dos tributos que lhe são cobrados todos os dias", apontou o ministro, lembrando que, em 2015, para cada real investido no TCU, "o país economizou o equivalente a 13 reais".

"Sabemos que é legítimo e saudável que a sociedade questione os gastos públicos. Verificamos que o momento atual pede que o princípio da eficiência oriente, cada vez mais, as ações dos agentes públicos, de que é preciso fazer mais com menos", disse Carreiro, que salientou que o tribunal atuará em duas frentes: a da prevenção e a da correção.

O maranhense Raimundo Carreiro trabalhou no Senado Federal de 1968 a 2007, tendo tido, como última função, o cargo de secretário-geral da Mesa. Há nove anos, ele foi indicado para a vaga destinada, ao Senado, no TCU.

Além de Temer e Calheiros, também estiveram presentes na cerimônia os governadores do Rio e do Distrito Federal, Luiz Fernando Pezão e Rodrigo Rollemberg, respectivamente. Ministros, como Eliseu Padilha (Casa Civil), Mendonça Filho (Educação) e Alexandre de Moraes (Justiça), também acompanharam o evento na sede do TCU, que também contou com a presença do ex-presidente da República José Sarney.

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