Fachin arquiva inquéritos contra Imbassahy e Jungmann, ministros de Temer

Bernardo Barbosa e Gustavo Maia

Do UOL, em São Paulo e Brasília

  • Lucas Lacaz Ruiz - 4.abr.2017/Estadão Conteúdo

    Temer e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante evento no Rio de Janeiro

    Temer e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante evento no Rio de Janeiro

O ministro do STF Edson Fachin, relator da operação Lava Jato na corte, arquivou pedidos de abertura de inquéritos contra os ministros Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo, PSDB) e Raul Jungmann (Defesa, PPS), segundo documentos divulgados esta terça (11) pelo tribunal. Os pedidos tiveram o sigilo retirado, e as solicitações de arquivamento foram feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

O arquivamento dos inquéritos contra Imbassahy e Jung não quer dizer, entretanto, que o gabinete de Temer ficou imune a pedidos de investigação. Fachin decidiu autorizar investigações sobre nove dos 28 ministros.

O senador Romário (PSB-RJ) também teve um pedido de investigação arquivado pelo Supremo após solicitação da PGR, assim como os deputados Benito Gama (PTB-BA), Cláudio Cajado (DEM-BA) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Sérgio Lima - 22.fev.2016/Folhapress
Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo

Um outro pedido de abertura de inquérito arquivado tinha como alvo "pessoas não identificadas relacionadas aos governos dos Estados do Rio de Janeiro (1983-1986), São Paulo (1980-1982, 1987-1990 e 1991-1994), Paraná (1987-1990), Mato Grosso do Sul (1987-1990) e Santa Catarina (1987-1990).

Pedidos devolvidos à PGR

O STF também devolveu à PGR, o pedido da Procuradoria para nova análise, três pedidos de abertura de inquérito, também com suspensão de sigilo. Nestes, os alvos são o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE); os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS), Paulo Pimenta (PT-RS) e Irajá Abreu (PSD-TO); e o ex-senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS).

Outros oito pedidos de abertura de inquérito vão retornar à PGR para nova manifestação e, assim como os outros, com o sigilo suspenso. Nestes documentos, os alvos são o ministro Roberto Freire (PPS); os senadores Marta Suplicy (PMDB-SP), Agripino Maia (DEM-RN), Eduardo Amorim (PSDB-SE) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE); e os deputados Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Felipe Maia (DEM-RN, filho de Agripino Maia) e Paes Landim (PTB-PI). Outros alvos destes pedidos são Arnaldo Jardim (PPS), secretário estadual de Agricultura em São Paulo e ex-deputado federal; e Márcio Toledo, ex-presidente do Jockey Club Paulista e marido de Marta Suplicy.
 

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