Defesa reitera que sítio não é de Lula e diz que denúncia não tem "pé nem cabeça"

Do UOL, em São Paulo

  • Leonardo Benassatto/Reuters

    Lula discursa durante Congresso do PT, em São Paulo

    Lula discursa durante Congresso do PT, em São Paulo

Em nota divulgada na conta oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook, a assessoria de imprensa do Instituto Lula chamou a denúncia oferecida nesta segunda-feira (22) contra o petista pelo Ministério Público Federal do Paraná de "acusação sem pé nem cabeça".

Na denúncia divulgada nesta tarde, o MPF-PR acusa o ex-presidente de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, formalmente pertencente a Fernando Bittar. Segundo a denúncia, o ex-presidente se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no sítio, que era frequentado por ele.

No comunicado, a assessoria do Instituto diz que a peça deveria ser rejeitada por "qualquer juiz imparcial que a analise". A denúncia foi encaminhada ao juiz Sérgio Moro, que decidirá se a acata ou não, podendo tornar Lula réu pela sexta vez – a quarta na Lava Jato.

Conforme Lula e sua defesa já disseram em outros momentos, a assessoria do Instituto reiterou que o sítio em Atibaia não é do ex-presidente. Na denúncia, os procuradores da Força-Tarefa afirmam que Lula e sua família se beneficiaram de obras de reforma na chácara feitas pela Schahin, pela Odebrecht e pela OAS em troca de priorizar as empresas em contratos com a Petrobras.

"A peça da equipe de Deltan Dallagnol relaciona de forma aleatória e sem provas, contratos na Petrobras com os quais Lula não tem relação, com reformas feitas em 2010 sem o conhecimento do ex-presidente, em uma propriedade que não é de Lula, e que segundo depoimentos de delatores não foram feitas em contrapartida a nenhum contrato público, muito menos na Petrobras", diz a nota divulgada nesta noite nas redes sociais.

"A inclusão de contratos da Petrobras na denúncia se dá exclusivamente para que essa acusação fique sob controle da Força Tarefa de Curitiba e do Juiz Sérgio Moro, que, como os próprios admitem, formam um mesmo 'time', em procedimento que viola completamente um princípio básico da justiça: que um juiz deve ser imparcial", segue o texto.

Os advogados de Lula também divulgaram notas oficiais contestando a denúncia desta segunda. Segundo Cristiano Zanin Martins, a peça "mostra uma desesperada tentativa de procuradores da República justificar à sociedade a perseguição imposta ao ex-presidente nos últimos dois anos, com acusações frívolas e com objetivo de perseguição política". O advogado ressalta que o próprio texto da denúncia exime o ex-presidente da posse do sítio.

"Os procuradores reconhecem não ter qualquer prova de que Lula seja o proprietário do sítio, embora tenham repetido esse absurdo por muito tempo em manifestações formais e em entrevistas impropriamente concedidas à imprensa: 'A forma de aquisição da propriedade e seu registro, mediante possíveis atos de ocultação e dissimulação, não são objeto da denúncia'", diz Zanin sobre a denúncia.

Além de Lula, foram denunciadas outras 12 pessoas nesta segunda-feira, entre elas, os empresários Emílio e Marcelo Odebrecht, da empreiteira Odebrecht; Leo Pinheiro, da OAS; o pecuarista José Carlos Bumlai; e o proprietário formal do sítio, Fernando Bittar.

Outro lado

Em nota divulgada na conta oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook, a assessoria de imprensa do Instituto Lula chamou a denúncia oferecida contra o petista pelo Ministério Público Federal do Paraná de "acusação sem pé nem cabeça".

"A peça da equipe de Deltan Dallagnol relaciona de forma aleatória e sem provas, contratos na Petrobras com os quais Lula não tem relação, com reformas feitas em 2010 sem o conhecimento do ex-presidente, em uma propriedade que não é de Lula, e que segundo depoimentos de delatores não foram feitas em contrapartida a nenhum contrato público, muito menos na Petrobras", diz a nota divulgada nesta noite nas redes sociais.

Os advogados de Lula também divulgaram notas oficiais contestando a denúncia desta segunda. Segundo Cristiano Zanin Martins, o próprio texto da denúncia exime o ex-presidente da posse do sítio. "Os procuradores reconhecem não ter qualquer prova de que Lula seja o proprietário do sítio, embora tenham repetido esse absurdo por muito tempo em manifestações formais e em entrevistas impropriamente concedidas à imprensa: 'A forma de aquisição da propriedade e seu registro, mediante possíveis atos de ocultação e dissimulação, não são objeto da denúncia'", diz Zanin sobre a denúncia.

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