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Mulher atira ovo contra Bolsonaro em uma cafeteria de Ribeirão Preto

Do UOL, em São Paulo

17/08/2017 18h22

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) recebeu uma ovada de uma mulher no começo da tarde desta quinta-feira (17) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

O deputado estava na cidade para compromissos políticos e caminhava pelo centro da cidade. Após entrar numa cafeteria, foi atingido na lapela do paletó.

“Homofóbico. Você não é bem aceito”, gritou a mulher, identificada como Gabrielle Van Pelt, vice-presidente regional da UEE (União Estadual dos Estudantes).

A mulher foi imediatamente contida por homens que acompanhavam Bolsonaro. Já assessores do deputado providenciaram a limpeza do paletó.

Após o ato, Bolsonaro foi até a delegacia de polícia central da cidade para registrar um boletim de ocorrência. O deputado colocou nas redes sociais o momento que chegava na delegacia.

De acordo com filiados do partido, o deputado ficará na cidade até esta sexta-feira (18), quando, à noite, deverá dar palestra em um centro de convenções.

No Twitter, Bolsonaro afirmou aos seus seguidores sobre o ataque de ovo. "Reparem que após a agressão fui chamado de tudo menos de corrupto! Estamos no caminho certo! A verdade incomoda Kkkkkkkkkkk."

A assessoria de comunicação do deputado lamentou o fato de "uma menina tão nova agir dessa forma". Também classificou o ato de "covarde" por ter sido uma mulher a autora do ataque.

Na internet, um dos filhos do deputado, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC), do Rio, fez piada com o caso. "O deputado @jairbolsonaro acaba de sofrer um ataque com ovo de uma militante. Dúvida na delegacia é se registra agressão ou aborto", escreveu.

Já outro filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), escreveu: "Espero que o STJ [Superior Tribunal de Justiça] não condene @jairbolsonaro a pagar mais R$ 10.000 por ter quebrado o ovo de militante do PC do B."

João Doria

Na semana passada, em Salvador, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi alvo de ovada. Ele foi atingido por um ovo quando entrava na Câmara Municipal. Assessores e seguranças do político tentaram defendê-lo usando guarda-chuvas.

Na passagem pelos manifestantes, Doria estava acompanhado de ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, e do tucano Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo.

Em publicação no Facebook, o prefeito de São Paulo criticou o protesto de "poucos manifestantes de esquerda agressivos". Segundo Doria, eles jogaram ovos e falaram palavrões. 

"Buscando na intolerância o caminho, não é esse o caminho que desejamos para o Brasil. Esse é o caminho do Lula, esse é o caminho do PT, das esquerdas. Que querem a intransigência, a agressividade", afirmou.

"Vá para a Venezuela. Os esquerdistas que querem o mal do Brasil, vão lá defender o [Nicolás, presidente] Maduro e jogar ovo lá na Venezuela. Aqui no Brasil, valem os brasileiros, e vale a nossa bandeira. Acelera, Brasil. E o meu repúdio a estes agressores", completou o prefeito da capital paulista.

O protesto não interrompeu os planos da solenidade. Aos gritos de "Doria presidente", o prefeito de São Paulo foi recebido por vereadores e outros participantes do evento na Câmara de Salvador. No vídeo que postou para repudiar o protesto, o prefeito agradeceu à Casa pela acolhida "com muito carinho".

Embora seja cotado para se candidatar à Presidência da República em 2018, a condecoração de Doria foi proposta pelo vereador Felipe Lucas (PMDB) por outro motivo. O político alega que o carnaval de Salvador ganhou grande expressão na época em que o atual prefeito de São Paulo presidiu a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), em 1987.

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