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Lula diz que Temer gastou mais para ficar no poder do que custo de obra no rio São Francisco

27.ago.2017 - Ex-presidente Lula em caravana na Paraíba - JOSEMAR GONÇALVES/TRIPÉ FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
27.ago.2017 - Ex-presidente Lula em caravana na Paraíba Imagem: JOSEMAR GONÇALVES/TRIPÉ FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Campina Grande

27/08/2017 14h48Atualizada em 27/08/2017 16h40

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (27), em discurso em Campina Grande (PB), que a obra da transposição do rio São Francisco custou menos que o "gasto" de Michel Temer para se manter no poder. Ele se referiu à votação na Câmara que barrou o andamento da denúncia do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

"Falam: Ah, mas essa obra custou R$ 9 bilhões. É pouco! O que é isso perto do que Temer gastou pra ficar na Presidência, ele gastou R$ 14 bilhões. E nós gastamos R$ 9 bilhões para trazer água para 12 milhões de pessoas", afirmou.

Lula se referia à liberação de verbas e anúncio de programas por parte do governo ocorridos no período em que a Câmara decidia se autorizava ou não o andamento da denúncia contra Temer.  

O ex-presidente disse que a transposição era "mais que uma obra" e a classificou como um "compromisso de fé".

"O dia mais feliz da minha vida foi aquele dia em Monteiro", disse, em referência à inauguração popular da transposição do rio, em março. "Parecia uma obra impossível, mas a única coisa impossível é Deus pecar", afirmou.

Lula ainda criticou o defensor público que ingressou com ação para impedir o fim do racionamento em 19 cidades paraibanas --o que ocorreu desde a sexta-feira, incluindo Campina Grande.

"Vamos ser francos: se um defensor, um procurador fez isso não merece o nosso respeito. Ele é defensor público, então pode voltar para a OAB, porque essa carteira não foi correta", atacou.

Lula diz que a seca era tratada até ele assumir como "dado estatístico."

"[Se] vê o número, mas não se vê a cara do povo", disse.

O ex-presidente ainda voltou a atacar o governo federal e as privatizações. "Essa gente não está só destruindo uma ou outra política social. Estão vendendo o nosso país, a Petrobras, o BNDES, a Caixa, o Banco do Brasil, a Eletrobras e jogando a culpa no aposentado brasileiro", afirmou.

De Campina, Lula segue para o Rio Grande do Norte, onde tem atos marcados para Currais Novos e Mossoró. A caravana já passou por Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

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