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Política

Vem Pra Rua faz protesto contra políticos e fundo eleitoral neste domingo

Do UOL, em São Paulo

27/08/2017 11h22Atualizada em 27/08/2017 16h41

Entusiastas do protesto do Vem Pra Rua se mobilizaram na manhã deste domingo (2) em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Vitória. A previsão do movimento é reunir manifestantes em 22 cidades brasileiras em eventos pela manhã e à tarde.

O grupo convocou, sozinho, uma manifestação neste domingo contra a proposta de criação de um fundo público para custear as campanhas eleitorais do ano que vem. A renovação política, principalmente dos parlamentares do Congresso Nacional, também está na pauta.

No Rio de Janeiro, manifestantes fizeram uma passeata no trajeto a que chamaram de "tour da corrupção". O ato tem o formato de uma caminhada com paradas em frente aos prédios onde moram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em Ipanema, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), no Leblon, e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), também no Leblon.

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e Cármen Lúcia, presidente do Supremo, também viraram alvo da manifestação. Durante a passeata, manifestantes gritam: "Fora, Gilmar". O magistrado é criticado, após conceder habeas corpus para envolvidos na Lava Jato no Rio.

Já Cármen Lúcia é cobrada no ato para que os pedidos de suspeição contra Gilmar sejam julgados pelo plenário da Corte. Nesta semana, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, pediu a suspensão do ministro do STF nos casos envolvendo os empresários do setor de transportes Jacob Barata Filho e Lélis Marcos Teixeira.

Ato discute com apoiadores de Dilma

Manifestantes do Vem Pra Rua discutiram com apoiadores da ex-presidente Dilma Rousseff, que moram em frente à praia de Copacabana.

Policiais fizeram um cerco para separar os dois grupos e não haver confronto físico. Mesmo assim, houve discussão e organizadores chegaram a acelerar o protesto e pediram calma aos manifestantes. "Vamos para a casa do Aécio agora, que nós não temos bandidos de estimação", disseram no microfone.

Mesmo assim, um grupo puxou o grito "A nossa bandeira jamais será vermelha" e os apoiadores de Dilma responderam que os manifestantes "não gostavam de pobre".

Ato sem presença do MBL

O MBL (Movimento Brasil Livre), parceiro do Vem Pra Rua em atos anteriores, foi convidado para se juntar ao evento, mas segundo Rogério Chequer, empresário e líder do Vem Pra Rua, não quis participar. “Fizemos o contato, mas eles não quiseram. Estamos sozinhos. Antes de fazer um ato, sempre lançamos e perguntamos para outros movimentos. Cabe a eles quererem se juntar a nós. Tem que ver com eles [MBL] porque eles não quiseram”, afirma.

Renan Santos, um dos coordenadores do MBL, diz que fazer com frequência “atos de domingo” não é a estratégia do movimento agora. “Não concordo em fazer atos de domingo rotineiramente, porque acaba desmobilizando. Mesmo assim, eu apoio que eles façam. Não é o que estamos fazendo, não é a nossa estratégia, mas apoiamos”, afirma Santos.

A declaração foi dada após reportagem da "Folha de S. Paulo" mostrar a proximidade do MBL com a jovem bancada do PSDB no Congresso, conhecida como "cabeças pretas". "Nós temos aproximação com os deputados jovens, "cabeça preta", do PSDB porque eles têm uma agenda parlamentar parecida com o que o MBL defende. Estamos conseguindo fazer um trabalho articulado com eles. Isso não pode ser interpretado com maldade. É uma relação boa de quem defende coisas bacanas", disse Santos ao UOL.

Sobre a expectativa de manifestantes para este domingo, Chequer disse que o número de manifestantes não é uma preocupação porque o ato tem uma "causa específica”. “Este é um ato diferente, estamos fazendo com causa específica. E ele vai andar, não vai ficar parado [como das outras vezes]”, afirma. A proposta inicial era sair do Masp e ir até a praça Oswaldo Cruz, no bairro do Paraíso, mas o trajeto ainda não está confirmado. (Com Agência Estado).

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