Eleições 2018

Levantem a bandeira do Brasil, e não a do PT, diz Doria ao entregar "minirreforma"

Aiuri Rebello

Do UOL, em São Paulo

  • Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

     O prefeito de são Paulo, João Doria (PSDB), participa da entrega de obras no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, na manhã deste sábado (16)

    O prefeito de são Paulo, João Doria (PSDB), participa da entrega de obras no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, na manhã deste sábado (16)

"O Largo da Batata é do povo, e estou aqui para entregar este espaço para todo o povo de São Paulo", afirmou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na manhã deste sábado (16), durante inauguração de uma pequena reforma no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste.

Doria, que disputa com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a candidatura tucana à Presidência em 2018, voltou a atacar o PT em seu discurso.

"Este espaço não é de um grupo ou de outro, é de todo mundo. Queria pedir para todo mundo que está aqui levantar suas bandeiras do Brasil, que é a bandeira do povo, e não a bandeira vermelha do PT, que essa ninguém quer mais aqui", declarou.

Nos últimos anos, o largo da Batata foi palco de atos organizados por movimentos sociais, muitos ligados ao PT.

"Aqui não tem bandeira vermelha do PT não, é a bandeira do Brasil, do povo", disse Doria.

Antes do discurso, os integrantes da associação EAB (Eu Amo o Brasil) distribuíram 1.500 pequenas bandeiras de plástico do Brasil para quem estava no largo.

"Fizemos uma parceira com a Prefeitura para colocar este mastro com a bandeira do Brasil", afirma o presidente da EAB, Marcelo Braga Nascimento, 71 anos, referindo-se ao mastro de 30 metros de altura com uma bandeira nacional no topo, instalado no largo com a reforma. "Nosso movimento é absolutamente apartidário, queremos apenas resgatar o orgulho de ser brasileiro, o patriotismo", diz Nascimento.

De acordo com ele, a associação gastou pouco mais de R$ 100 mil no mastro e na bandeira que foram instalados no largo, e também vai fazer a manutenção na peça. "O brasileiro é um povo lindo, trabalhador, amoroso, não podemos deixar divisões internas acabarem com o sentimento comum de orgulho que temos todos de ter, do nosso país e do nosso povo", afirma o presidente da EAB.

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
Durante a cerimônia, Dória discursou em meio a bandeiras do Brasil

Na hora que o prefeito começou a discursar, um pequeno grupo com guarda-chuvas pretos protestou com gritos de "fora, Doria" e "fora, Temer", no que foi rebatido pela claque com as bandeiras do Brasil.

Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), subprefeitos e diversos grupos de direita, como monarquistas e defensores da ditadura militar, também marcaram presença no evento, junto a apoiadores em geral e militantes do PSDB.

Sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), apresentada na quinta-feira (14) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal), Dória preferiu não se posicionar. "Essa é uma questão do Congresso Nacional e da Justiça que já está sendo encaminhada pelas instâncias competentes", afirmou o prefeito a jornalistas que acompanhavam o evento.

Reforma começou com críticas

No mês passado, o começo da reforma no largo da Batata recebeu críticas após a prefeitura retirar árvores plantadas por moradores e um espaço com brinquedos para crianças.
De acordo com a prefeitura, o local passou por intervenções para ficar mais verde, iluminado e seguro.

Foram plantadas no local cerca de 70 árvores da Mata Atlântica. Entre as espécies estão pau-brasil, jequitibás brancos e rosas, cedros e babosas. Segundo a prefeitura, o custo de R$ 224 mil será pago pela iniciativa privada, que também será responsável pela manutenção do local.

Na reforma, o local recebeu uma base móvel da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e foram instalados equipamentos de exercício ao ar livre para a terceira idade, além de um novo parquinho infantil e um totem de recarga de celulares para uso público.

"Essa era uma demanda dos moradores e principalmente dos comerciantes da região. Eles reclamam que o largo da Batata é muito árido e é difícil ficar ali no verão", disse o prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, na ocasião do anúncio da reforma, em julho.

O Largo era um espaço degradado até passar por uma grande reforma --iniciada na gestão Gilberto Kassab (PSD), em 2011, e terminada na de Fernando Haddad (PT), em 2013, com dois anos de atraso. Na ocasião, a falta de árvores gerou críticas ao projeto.

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