Operação Lava Jato

Arroz, feijão, salada e carne formam ceia de Cabral e presos da Lava Jato no RJ

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

  • FÁBIO MOTTA 24/05/2017 d/ESTADÃO CONTEÚDO

    É o segundo Natal do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) atrás das grades

    É o segundo Natal do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) atrás das grades

A ceia da véspera de Natal terá cardápio igual a outro dia qualquer para os presos da operações Lava Jato e Cadeia Velha na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio.

No menu estão arroz, feijão, carne (bovina, frango ou peixe), salada, legumes e sobremesa (um doce ou uma fruta), segundo informou a Seap (Secretaria do Estado de Administração Penitenciária) ao UOL neste domingo (24). A alimentação será similar a todas as unidades prisionais, de acordo com a pasta.

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É o segundo Natal do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) atrás das grades. Além dele, estão presos outros membros da cúpula do partido --os deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo.

Integrantes da gestão Cabral, como o ex-secretário da Saúde Sérgio Côrtes, o ex-secretário de governo Wilson Carlos e Marco Antonio de Luca, empresário das quentinhas, também estão na unidade penitenciária.

Nenhum deles receberá visitas hoje –a data permitida para visitação é aos sábados, ou seja, ontem.

O jantar dos presos das operações deve ser incrementado com itens levados por parentes. Resolução nº 610 da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), promulgada em março de 2016, diz que é permitido aos detentos receberem até duas sacolas de "frutas diversas, alimentos cozidos, leite em pó acondicionado em embalagem tipo saco, biscoitos, bolos, e doces acondicionados em sacos ou vasilhames plásticos transparentes".

A reportagem entrou em contato com defesa ou assessorias de Cabral, Picciani, Albertassi, Paulo Melo, Sérgio Côrtes, Wilson Carlos e De Luca.

Apenas a assessoria do deputado estadual Paulo Melo respondeu, dizendo não comenta detalhes privados sobre a visitação de familiares, tampouco a respeito da alimentação levada ao presídio.

Procurado, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) não informou se irá fiscalizar as celas dos presos das operações Lava Jato e Cadeia Velha.

Em novembro, a procuradoria estadual apreendeu uma variedade de alimentos finos --como queijos, presunto cru, bolinhos de bacalhau, castanhas e balde de gelo-- nas celas de políticos e empresários.

 

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