PF quer concluir até o fim do ano investigações em curso no STF

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Aílton de Freitas/Agência O Globo

    A presidente do STF, Cármen Lúcia, recebe o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, acompanhado da equipe que investigou o acidente com Teori

    A presidente do STF, Cármen Lúcia, recebe o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, acompanhado da equipe que investigou o acidente com Teori

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta quarta-feira (10) que a PF pretende concluir até o fim desse ano todas as investigações em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Há, segundo Segóvia, cerca de 200 inquéritos no Supremo, metade deles relacionado à Operação Lava Jato.

"A nossa meta é concluir todos os inquéritos hoje que já estão no Supremo Tribunal Federal até o final desse ano", afirmou Segovia, em entrevista ao deixar o prédio do STF, em Brasília.

Pela regra do foro privilegiado são investigados no STF políticos como deputados federais, senadores e ministros de Estado.

O diretor da PF se reuniu na manhã desta quarta-feira com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Entre as investigações da PF em curso está a do terceiro inquérito aberto contra o presidente Michel Temer (PMDB). O inquérito apura se houve irregularidade num decreto da área portuária assinado por Temer em maio de 2017.

O ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito, deu prazo de 15 dias para que o presidente responda às perguntas enviadas pela Polícia Federal.

Outras duas investigações, pelas quais Temer foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), tiveram a tramitação barrada por decisão da Câmara dos Deputados.

O encontro também tratou da ampliação do número de delegados que atuam nas investigações no Supremo, que saltou de nove para 17 e da investigação sobre a morte do ministro do STF Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro do ano passado.

A Polícia Federal está perto de concluir o inquérito sobre o acidente que matou Teori. A hipótese de o acidente ter sido intencional está descartada e a possibilidade de ter havido falha humana é a principal linha de investigação.

"Nenhum elemento nesse sentido [de acidente intencional] foi encontrado. Os elementos que atingimos até agora todos conduzem a um desfecho não intencional e trágico infelizmente naquele voo", afirmou o delegado Rubens Maleiner, responsável pela investigação. O delegado acompanhou a visita de Segovia à presidente do STF.

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