PUBLICIDADE
Topo

Política

Maluf tem alta de hospital em Brasília e chega a SP para cumprir prisão domiciliar

22.dez.2017 - Maluf foi preso no ano passado para cumprir pena na Papuda, em Brasília - 22.dez.2017 - Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo - 22.dez.2017 - Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo
22.dez.2017 - Maluf foi preso no ano passado para cumprir pena na Papuda, em Brasília
Imagem: 22.dez.2017 - Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

30/03/2018 11h59Atualizada em 30/03/2018 19h15

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) teve alta do hospital no qual estava internado em Brasília nesta sexta-feira (30) e embarcou por volta das 12h, em voo fretado. A aeronave pousou no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, pouco depois das 13h30 e o parlamentar foi encaminhado direto para sua casa nos Jardins.

De acordo com o advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), não autorizou Maluf a ir para um hospital e, por isso, seus médicos serão encaminhados à sua residência para dar continuidade ao tratamento ao qual vinha sendo submetido.

Maluf, que cumpria pena no presídio da Papuda, em Brasília, foi autorizado a ficar em prisão domiciliar por uma decisão de Toffoli, na última quarta (28).

Segundo o último boletim divulgado pelo Home (Hospital Ortopédico e Medicina Especializada), o quadro de saúde do deputado é “estável”, com recomendação para continuidade do tratamento e realização de novos exames.

O boletim diz ainda que Maluf teve melhora nas dores que apresentava na região lombar, mas os médicos detectaram uma infecção no pulmão esquerdo, o que fez com o deputado recebesse antibióticos.

30.mar.2018 - Maluf é amparado ao embarcar em Brasília para cumprir prisão domiciliar em SP - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
30.mar.2018 - Maluf é amparado ao embarcar em Brasília para cumprir prisão domiciliar em SP
Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os advogados de Maluf disseram que vão pedir ao STF que Maluf tenha atendimento em um hospital. "Ele ainda está debilitado. O ideal seria que ele fosse diretamente ao hospital para exames. Isto será requisitado ao STF e ao juiz responsável pela execução penal", afirmara, em nota.

O médico particular do deputado, Sérgio Nahas, o acompanhou durante o deslocamento de Brasília para São Paulo.

Maluf estava preso desde 20 de dezembro, quando o ministro do STF, Luiz Edson Fachin, determinou que ele cumprisse pena de sete anos de prisão por crimes de lavagem de dinheiro envolvendo desvios de recursos públicos de obras da Prefeitura de São Paulo no início dos anos 90.

Seus advogados pediram à Justiça que ele fosse liberado por conta do seu estado de saúde, mas o STF vinha, reiteradamente, negando os pedidos. Além das dores nas costas, a defesa alegava que Maluf passava por tratamento de câncer de próstata e por problemas cardíacos que precisavam de acompanhamento constante.

Na noite de terça-feira (27), Maluf deixou a Papuda e foi encaminhado a um hospital em Brasília alegando fortes dores nas costas. No dia seguinte, o ministro Toffoli concedeu a ele prisão domiciliar com base em seu estado de saúde.

Segundo Toffoli, os documentos sobre o estado de saúde de Maluf autorizariam sua prisão domiciliar em caráter “humanitário”.

Em fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou o afastamento de Maluf de seu mandato em resposta à decisão de Fachin, que ordenou em dezembro o cumprimento imediato da pena.

Na ocasião, Maia alegou que o cumprimento de prisão impede a Maluf o "regular exercício do mandato". Por isso, afastou o deputado e também convocou seu suplente, Junji Abe (PSD-SP), que é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo a 51 km da capital.

Política