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A juíza, Lula cita pré-candidatura para incluir Haddad como seu advogado

Haddad é coordenador do programa de governo do ex-presidente Lula - Nelson Antoine - 24.jan.2018/UOL
Haddad é coordenador do programa de governo do ex-presidente Lula Imagem: Nelson Antoine - 24.jan.2018/UOL

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

06/07/2018 11h10

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou sua pré-candidatura ao Planalto para formalizar, na quinta-feira (5), à juíza Carolina Lebbos o pedido para que o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) passe a constar como integrante de sua equipe de defesa.

Burocrática, a medida tem o objetivo de facilitar o acesso de Haddad, coordenador do programa de governo de Lula, ao ex-presidente, que está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A juíza, que ainda não se manifestou quanto ao documento, é responsável pela execução da pena do petista a mais de 12 anos de prisão.

Haddad viajou a Curitiba na noite de ontem para se encontrar com Lula já na manhã desta sexta-feira (6). Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o encontro entre os políticos servirá para fechar a estratégia de registro da candidatura no TSE e ajustar o plano de governo. Como advogado, Haddad não terá mais o limite de uma hora para ficar com o ex-presidente na PF, o que acontecia quando ele o visitava como amigo.

No documento à juíza, que foi digitado, mas está assinado por Lula, o ex-presidente faz menção à sua condição como postulante ao Planalto. Ele pede a Lebbos que “sejam tomadas todas as medidas administrativas e judiciais com o objetivo de assegurar os direitos do outorgante [Lula] na condição de pré-candidato a Presidente da República”.

Além dos advogados que atuam nos processos criminais de Lula, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) é o único político que consta como defensor do ex-presidente no processo da execução da pena. Mas o nome constar na ação não é necessário para a visita. O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também consegue visitar o ex-presidente por defendê-lo em ações na esfera eleitoral.

Plano B

Haddad é visto como “plano B” de Lula em função da possibilidade de o ex-presidente ser barrado da eleição em função da Lei da Ficha Limpa, que o atinge por causa da condenação no processo do tríplex. Mas tanto o ex-prefeito quanto o ex-presidente têm negado essa tese.

Em vídeo divulgado nas redes sociais de Lula nesta semana, Haddad disse que não há “nem plano Z”. O único plano da maioria dos brasileiros é o plano L, de Lula presidente”.

O registro de candidaturas deve ser feito até 15 de agosto. Após essa etapa, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passa a analisar a situação jurídica dos candidatos. Uma resposta deverá ser conhecida a partir de meados de setembro.

Esta semana, no exterior, a defesa reforçou o discurso de perseguição contra Lula, principalmente a respeito da candidatura do “líder absoluto nas pesquisas”, como frisou a advogada Valeska Teixeira Martins. “Ele não pode se defender de outros candidatos, ele não pode dar entrevistas, não pode ter reuniões políticas, ele não pode coordenar uma campanha de dentro da cadeia”. Para os defensores de Lula, a Ficha Limpa, que foi sancionada por Lula, é inconstitucional.

Haddad agora faz parte da equipe de advogados de Lula

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