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Futuro ministro, Moro deixa a Lava Jato e não interrogará Lula no dia 14

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Imagem: Arte/UOL

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

2018-11-01T12:07:35

2018-11-01T14:55:39

01/11/2018 12h07Atualizada em 01/11/2018 14h55

Com a decisão de aceitar o convite para ser ministro da Justiça do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o juiz federal Sergio Moro deixará de comandar os processos da Operação Lava Jato, o que inclui os dois pendentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao anunciar que será ministro de Bolsonaro, Moro afirmou que, “para evitar controvérsias desnecessárias”, deve se afastar “desde logo” das audiências da Lava Jato em Curitiba.

Com isso, Moro deixará, por exemplo, de interrogar, no próximo dia 14 de novembro, Lula no âmbito do processo do sítio de Atibaia. A audiência, se for mantida nessa data, deverá ser conduzida pela juíza substituta da 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, Gabriela Hardt. Ela já assumia a posição de Moro durante as férias do magistrado.

Fontes do UOL apontam que Gabriela tem perfil discreto e firme, semelhante ao de Moro. Alguns chegam a considerá-la até mais “dura” que o magistrado. “Comprometida, estudiosa, sempre atenciosa com as partes. Ao mesmo tempo que é muito séria e, ao meu ver, bastante imparcial nos julgamentos”, disse um advogado que atua em ações da Lava Jato.

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A última audiência da qual Moro participou na Lava Jato aconteceu na quarta-feira (31), em que ouviu o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Na sessão, houve discussão entre o juiz e um dos advogados do parlamentar cassado.

Moro comandava três processos em que Lula é réu na Lava Jato. Apenas um deles já teve sentença proferida, o do tríplex, o que aconteceu em julho do ano passado.

A próxima sentença seria na ação que envolve um terreno que serviria para a instalação do Instituto Lula e o aluguel do apartamento vizinho ao dele em um prédio em São Bernardo do Campo (SP). Nos próximos dias, Moro já estaria apto a apresentar sua decisão nesse processo.

Na última quarta-feira (31), a defesa do ex-presidente apresentou as alegações finais na ação que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos entre a Petrobras e a Odebrecht. Esse era o último passo antes que o juiz estivesse liberado para apresentar sua sentença.

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