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'Abre-se uma porta de diálogo', diz Damares após reunião com liderança LGBT

Ministra dos Direitos Humanos de Bolsonaro (ao centro) se reúne com lideranças LGBT - Reprodução
Ministra dos Direitos Humanos de Bolsonaro (ao centro) se reúne com lideranças LGBT Imagem: Reprodução

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

20/12/2018 16h48

A futura ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se reuniu nesta quinta-feira (20) com lideranças da Aliança Nacional LGBTI+ e outras 33 instituições defensoras dos direitos LGBT, no escritório de transição do governo Bolsonaro, em Brasília. 

A pastora evangélica foi indicada como ministra pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse em 1º de janeiro. 

A reunião durou pouco mais de três horas. Damares recebeu do grupo um documento de 18 páginas com reivindicações como a manutenção de uma diretoria específica no Ministério para questões de direitos humanos da população LGBTI+ e o fortalecimento do Disque 100, serviço de ligações gratuitas mantido pelo Ministério para receber denúncias de violações aos direitos humanos. 

"Abre-se uma porta de diálogo entre a comunidade LGBTI+ e o governo Bolsonaro", disse a futura ministra.

Após o encontro, membros da Aliança LGBTI+ relataram que a ministra se comprometeu a manter o diálogo com os movimentos ligados ao tema e ao combate à violência e à discriminação, promovendo campanhas para reduzir os assassinatos motivados por homofobia, o ódio a homossexuais. 

Eles também relataram que Damares teria reafirmado o respeito a direitos LGBT garantidos por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), como a união civil homoafetiva. "Ela falou que direito adquirido se respeita", relatou Toni Reis, diretor presidente da Aliança Nacional LGBTI+.

Diálogo com governo Bolsonaro

Reis elogia a decisão da ministra de convidar os grupos para uma reunião e diz esperar manter o diálogo com a base conservadora do governo Bolsonaro.

"Dialogar com pessoas que pensam como a gente é fácil, agora será mais complexo e teremos que ter habilidade intelecutal de dialogar com pessoas que pensam diferente", disse. 

O diretor da Aliança, no entanto, prevê futuros embates com o novo governo. "A palavra talvez seja distancionamento da relação. Claro que vai ter embates, a gente não pode dourar a pílula e dizer que vai ser uma maravilha", afirma.

"A reunião não foi de adesão ao governo Bolsonaro, mas sim de diálogo com o Estado brasileiro", diz Reis.

A reunião foi fechada à imprensa, e a reportagem do UOL não conseguiu contato com a futura ministra.

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