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Vamos libertar povo do socialismo e do politicamente correto, diz Bolsonaro

Celio Messias/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro cumprimenta o público após receber a faixa presidencial Imagem: Celio Messias/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

2019-01-01T17:23:59

2019-01-01T18:37:51

01/01/2019 17h23Atualizada em 01/01/2019 18h37

Já usando a faixa presidencial, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, em discurso para a população nesta terça-feira (1º), o restabelecimento dos "padrões éticos e morais" do Brasil, do direito à legítima defesa e se comprometeu a "libertar" o país do "do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto."

"Vamos restabelecer a ordem neste país", afirmou diante da multidão que acompanhou o evento na praça dos Três Poderes.

"Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições, destroem nossas famílias, alicerce da nossa sociedade. E convido a todos para iniciarmos um movimento nesse sentido. Podemos, eu, você e as nossas famílias, todos juntos, reestabelecer padrões éticos e morais que transformarão nosso Brasil", disse.

A reação mais efusiva do público em relação ao pronunciamento de Bolsonaro ocorreu quando o novo presidente abordou o tema da segurança pública.

Ao dizer que é "urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais", os apoiadores presentes na praça dos Três Poderes foram ao delírio e puxaram gritos de "mito, mito, mito".

Outro momento em que Bolsonaro foi ovacionado no discurso foi quando defendeu o direito de legítima defesa. "Nossa preocupação será com a segurança das pessoas de bem e a garantia do direito de propriedade e da legítima defesa [quando foi interrompido com aplausos e gritos], e o nosso compromisso é valorizar e dar respaldo ao trabalho de todas as forças de segurança."

Bolsonaro destacou ainda o fato de ter feito a campanha presidencial mais barata da história e de ter montado um governo "sem conchavos ou acertos políticos, formamos um time de ministros técnicos e capazes para transformar nosso Brasil."

"Temos o grande desafio de enfrentar os efeitos da crise econômica, do desemprego recorde, da ideologização de nossas crianças, do desvirtuamento dos direitos humanos, e da desconstrução da família", afirmou aos presentes.

De improviso, ao fim do discurso, o segundo desta terça-feira, Bolsonaro repetiu um slogan usado à exaustão por seus apoiadores: "Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha [disse, exibindo a bandeira brasileira]. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela."

Com reportagem de Talita Marchao e Gustavo Maia

Veja a íntegra do discurso

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