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Simone, Alvaro e Major retiram candidaturas e Senado tem 6 concorrentes

1.fev.2019 - O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão solene de posse dos senadores eleitos, no plenário do Senado Federal em Brasília, nesta sexta-feira  - Fátima Meira/FuturaPress/Estadão Conteúdo
1.fev.2019 - O senador Renan Calheiros (MDB-AL) durante sessão solene de posse dos senadores eleitos, no plenário do Senado Federal em Brasília, nesta sexta-feira Imagem: Fátima Meira/FuturaPress/Estadão Conteúdo

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

02/02/2019 12h56Atualizada em 02/02/2019 17h36

A eleição para a presidência do Senado terá seis candidatos. Os nomes foram apresentados na sessão deste sábado (2). Entre eles, estão os protagonistas da confusão da sessão de sexta-feira (1º), para quando estava previsto inicialmente o pleito: Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL).

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Major Olímpio (PSL-SP) chegaram a se candidatar, mas renunciaram à disputa após discursos ao plenário do Senado. 

Olímpio, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), falou que seu partido disse que "sua missão estava terminada" no processo de escolha da presidência da Câmara. O governo, por meio do senador, indicou que "precisará de cada um" deles "num esforço para reconduzirmos o nosso país ao que o povo brasileiro quer, espera e merece ter". "Teremos embates, a democracia é isso, mas que não fique nenhuma marca neste momento que possa ser um entrave à construção das mudanças necessárias", comentou.

"Feito, isso, cumprida a minha missão e para não ser o PSL tido como um partido que foi intransigente, eu retiro a minha candidatura, e passo a me alinhar a todas aqueles que querem as mudanças que nosso país precisa", completou Olímpio.

Confira os candidatos a presidente do Senado:

  1. Fernando Collor (Pros-AL)
  2. Reguffe (Sem Partido-DF)
  3. Angelo Coronel (PSD-BA)
  4. Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  5. Renan Calheiros (MDB-AL)
  6. Esperidião Amin (PP-SC)

Concorrente de Renan na disputa dentro do MDB pela indicação do partido à disputa pela presidência, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) lançou uma candidatura avulsa. Em seu discurso ao plenário, ela disse não pedir votos, mas que usou sua candidatura para ter voz. Ela discursou antes de Olímpio e Dias, e pediu a palavra depois da fala deles para retirar sua candidatura e declarar voto em Alcolumbre.

Senadora Simone Tebet (MDB-MS) decidiu se lançar, mas depois retirou candidatura - Pedro França/Agência Senado
Senadora Simone Tebet (MDB-MS) decidiu se lançar, mas depois retirou candidatura
Imagem: Pedro França/Agência Senado

Antes, em sua fala, ela fez críticas à decisão do STF de ter derrubado a posição da maioria dos senadores de que a votação à presidência deveria ser aberta. "Hoje, temos uma anomia institucional", disse, indicando que há interferências de um poder no outro. "Decisão judicial se cumpre, mas não necessariamente significa que possamos ficar calados", comentou. 

Ela lembrou que 50 senadores se posicionaram a favor do voto aberto. "Ora, quantas vezes nesse meu mandato eu vi esse regimento ser descumprido de forma democrática, garantindo a soberania do plenário, que vale mais do que a letra fria desse regimento interno".

Para Tebet, o Senado está vivendo "tempos tenebrosos, tristes", em referência à briga entre Renan e Tasso Jereissatti (PSDB-CE). "Estamos tirando o mínimo, o resto que falta de nossa credibilidade."

Ja Dias disse que renuncia à candidatura "para atender a uma aspiração nacional". A renúncia não é fácil. A renúncia não é um ato de covardia. A renúncia, nesta hora, é um ato desprendimento", disse.

A sessão é presidida pelo senador José Maranhão (MDB-PB) e foi aberta com a discussão a respeito da decisão presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, de que a votação para escolha do novo presidente do Senado fosse secreta.

A decisão de Toffoli foi tomada após os senadores terem optado, em uma sessão marcada por confusões na sexta, que a votação para a escolha do novo comando da Casa fosse aberta. O caos de ontem fez com que uma nova sessão fosse marcada para este sábado a fim de o pleito ser, finalmente, realizado.

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