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Dez memes que resumem os 100 dias de governo Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

10/04/2019 04h00

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) completa 100 dias hoje e já coleciona diversas situações polêmicas e constrangedoras.

Desde o dia da posse, as atitudes do governo não passam despercebidas da criatividade e dos comentários dos internautas em memes.

Cavalo comunista

Já no dia 1º de janeiro, quando Bolsonaro tomou posse como presidente, algumas cenas renderam comentários nas redes. A presença de Carlos Bolsonaro no Rolls Royce presidencial, o discurso da primeira-dama Michelle Bolsonaro em libras. Mas o principal meme do dia foi o "cavalo comunista". O animal teria se assustado com a multidão que acompanhava o cortejo do presidente e começou a saltar.

Rosa e azul

Logo nos primeiros dias, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, provocou a primeira polêmica do governo. Em um vídeo, ela comemora a "nova era" com Bolsonaro na Presidência. "Atenção, atenção! É uma nova Era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa", diz. Logo, o comentário se espalhou e gerou tantas revoltas quanto piadas.

Posse de armas

Em 15 dias de governo, Bolsonaro assinou um decreto que flexibiliza a posse de armas no país. Surgiram uma infinidade de memes, falando do preço das armas, retomando uma ideia de buscar arma no cofre ou comentando o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comparar o risco de uma arma de fogo ao de um liquidificador.

Foro privilegiado

O filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro, utilizou de seu foro privilegiado para pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) anulação da investigação contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O pedido gerou reações principalmente por causa do discurso da família Bolsonaro, durante a campanha presidencial, de ser contra o foro privilegiado. Um antigo vídeo onde pai e filho condenam o uso do foro foi resgatado e logo surgiram as sátiras.

Discurso relâmpago em Davos

A primeira viagem internacional de Bolsonaro como presidente rendeu memes em dois momentos: quando ele preferiu almoçar sozinho em um bandeijão no lugar de interagir com os demais líderes do Fórum Econômico Mundial e logo após o seu discurso de seis minutos. Os internautas começaram a listar músicas mais longas que o discurso do presidente e um usuário criou uma playlist com as canções.

Hino Nacional nas escolas

Em carta, o Ministério da Educação pediu às escolas para que os estudantes cantassem o Hino Nacional brasileiro e fossem filmados. A gravação deveria ser enviada ao MEC. Logo após o anúncio, diversas montagens surgiram com pessoas cantando o hino e surgiu um vídeo de crianças no pátio de uma escola e policiais fardados dançando ao som de "Hoje eu vou parar na gaiola", de MC Livinho.

"Golden shower"

Talvez o momento com maior produção de memes durante o governo seja no Carnaval, quando Bolsonaro postou um vídeo pornográfico que mostrava dois jovens urinando um no outro e logo em seguida perguntou "O que é Golden Shower?". O episódio repercutiu internacionalmente.

Reforma da Previdência

No dia 20 de março, Bolsonaro entregou à Câmara sua proposta de reforma da Previdência. As idades mínimas para aposentadoria --65 anos para homens e 62 para mulheres-- foram o principal motivo de sátiras.

Visita a Trump

No dia 19 de março, Bolsonaro visitou o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. O momento em que os líderes trocam camisas de futebol de seus respectivos países foi o preferido das redes. Houve até comparação da receptividade de Trump a Bolsonaro com a de Obama a Lula.

Estreia de Moro nas redes

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, ao entrar no Twitter conquistou centenas de milhares de seguidores, mas também virou meme depois de publicar uma foto para provar que a conta é sua --apesar de já ser verificada pela rede social.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.