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Bolsonaro toma chuva e diz que Exército "transpira democracia e liberdade"

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

17/04/2019 10h20Atualizada em 17/04/2019 21h54

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou hoje que o Exército "respira e transpira democracia e liberdade". Ele participou de evento nesta manhã no Quartel-General do Exército, em Brasília, em homenagem ao Dia do Exército, comemorado em 19 de abril. Neste ano, a data coincidirá com o feriado de Sexta-Feira Santa e, por isso, a celebração foi antecipada. Durante o evento, chegou a tomar chuva ao ouvir o Hino Nacional.

Segundo o pesselista, a instituição é formada pelos cerca de 210 milhões de brasileiros e esteve sempre presente ao lado da vontade do povo nos "momentos mais difíceis".

"Exército que respira e transpira democracia e liberdade. Exército que honra a todos nós. Exército fator de integração, fator de evolução, de progresso, de garantia do nosso 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Exército que une todos os povos, todas as raças e todas as religiões, onde todos são iguais", afirmou Bolsonaro.

No discurso, o presidente agradeceu a todos pela "missão" que tem pela frente como presidente da República e disse que sozinho não poderia cumpri-la. Ele afirmou que seu governo fará com que o Brasil ocupe o "lugar de destaque" e "onde merecemos estar" no mundo com o apoio de militares e civis que compõem a atual administração.

Nos agradecimentos, o presidente explicou que iria fugir um pouco do protocolo e reservou uma fala especial à primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O mandatário disse ser muito grato a ela e agradeceu por sempre estar ao seu lado.

Exército promete "conduta exemplar" para responder críticos

Além de Bolsonaro, o evento contou com a presença do comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, ministros e outras autoridades do governo. Em mensagem assinada por Pujol, o Exército afirmou hoje que responderá com "conduta exemplar, sempre amparada nos parâmetros legais", aqueles que "hoje tentam macular a imagem e coesão" dela.

Na chamada Ordem do Dia, mensagem lida ao microfone por oficiais, Pujol lembrou a história do Exército desde a Batalha dos Guararapes, passando pela atuação do Exército pela manutenção do território nacional, pela participação na 2ª Guerra Mundial e até os dias atuais, com a ajuda humanitária em Roraima, por exemplo.

Em seguida, ressaltou ser neste sentido que o Exército tem procurado estar alinhado aos anseios da sociedade e aos valores da nacionalidade brasileira, e criticou quem procura desacreditar ou desintegrar a instituição.

"Àqueles que não percebem a relevância dessa trajetória, e que hoje tentam macular a imagem e a coesão do invencível Exército de Caxias, responderemos com mais trabalho, dedicação, transparência, gestão eficiente dos recursos públicos e com uma conduta exemplar, sempre amparada nos parâmetros legais", diz a mensagem.

Evento tem homenagens e música de Piratas no Caribe

No evento, o Exército entregou medalhas do Ordem do Mérito Militar, dedicada a quem tenha prestado serviços notáveis ao país ou se destacado em sua profissão. Entre os agraciados estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luis Edson Fachin, ministros de Estado e parlamentares, incluindo um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O procurador Deltan Dallagnol, que atua na Operação Lava Jato, também foi homenageado.

As festividades do evento tiveram bandas militares, desfile e salvas de tiros de canhão. Uma das músicas tocadas pela banda foi o tema do filme Piratas no Caribe.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou a reportagem, o feriado do dia 19 de abril deste ano é Sexta-Feira santa. A informação foi corrigida.
Ao contrário do que informavam o texto e o vídeo desta reportagem, a música tema executada pela banda não era de Game of Thrones, mas sim do filme Piratas no Caribe.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.