PUBLICIDADE
Topo

Política

PT pede ao TSE busca em empresas suspeitas de disparos em massa na eleição

Apuração sobre disparos de boatos em massa nas eleições já passa dos oito meses - Reprodução
Apuração sobre disparos de boatos em massa nas eleições já passa dos oito meses Imagem: Reprodução

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

16/08/2019 18h45Atualizada em 16/08/2019 21h33

O PT (Partido dos Trabalhadores), derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições presidenciais, recorreu à Justiça para que empresas suspeitas de disparos em massa de mensagens de aplicativos durante a disputa de 2018 sejam alvos de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal e quebras de sigilos.

Um dos alvos pretendidos é a rede de lojas Havan e a residência de seu dono, o empresário Luciano Hang. O pedido foi feito ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em uma ação de investigação eleitoral judicial.

Neste mês, o UOL mostrou que uma investigação paralela, na Justiça Eleitoral de primeira instância, está patinando. A PF e o Ministério Público veem demora no inquérito que procura quem patrocinou o envio dos disparos, mas até agora não solicitou nenhuma busca e apreensão ou quebras de sigilos dos suspeitos.

No pedido ao TSE, o PT pede que o relator, ministro Jorge Mussi, reconsidere a negativa anterior para serem feitas buscas e apreensões, perícias e outras medidas para apurar o caso em profundidade. O PT ainda quer a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático (toda espécie de comunicação, por telefone, computadores, celulares e aplicativos de armazenamento em nuvem) das empresas Quick Mobile, Yacows, Croc Services e Smsmarket Soluções.

Para o partido, seria necessário, pelo menos, que o caso fosse levado a julgamento no plenário do tribunal.

"Mensagens disparadas em massa por meio de aplicativos não são facilmente identificadas em termos de quantidade, alcance e, principalmente, procedência, o que exige a atuação investigativa por parte da Justiça Eleitoral", escrevem os advogados do PT em peça assinada no dia 13 de agosto.

O UOL não conseguiu contato com a assessoria das lojas Havan, mas o dono da rede varejista tem negado as acusações de disparos ilegais. Segundo o advogado Fábio Roberto de Souza contou à reportagem no mês passado, Hang "falou que não sabe nem o que é isso de impulsionamento de zap e que vai processar quem disse que ele fez isso, porque jamais fez e é inclusive o que o inquérito vem provando". As demais empresas não foram localizadas.

Bergamo: Escândalo de mensagens anti-PT no whatsapp constrange TSE

Band News

Política